Estive ontem no Debate promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina na Assembléia Legislativa.
O assunto em pauta era a relação Governo - Imprensa.
O motivo principal que levou ao debate foi o caso da revista Metrópole e este caso foi amplamente debatido por lá.
Ao que pude perceber muitos estavam preocupados em desvendar como alguém conseguiu R$ 500 mil do governo estadual, mais até do que em debater o assunto em tela.
Vários foram os pronunciamentos, de jornalistas renomados em nosso estado.
Acredito que aprendi bastante por lá.
Aprendi que a picaretagem é bem maior do que eu imaginava no mundo jornalístico.
Aprendi que existem pessoas preocupadas com a imagem do profissional jornalista e, principalmente, com a profissão jornalista.
Isso é muito importante e interessante.
No meu destaque falei da responsabilidade dos proprietários dos grandes veicúlos da mídia.
Principalmente TV e Rádio.
Como todos deve(riam) saber, TV e Rádio são concessões feitas a um determinado grupo.
Ou seja, é preciso entender que ninguém é "dono" de forma perpétua de um canal de TV ou de uma emissora de rádio.
Acontece que ninguém cobra a responsabilidade dos proprietários de uma TV ou de uma Rádio.
Normalmente cobra-se responsabilidade do apresentador do programa, do comentarista, do repórter, etc.
Alguém deveria se lembrar que o apresentador, comentarista, repórter só está ali porque alguém o contratou e este alguém tem que ter responsabilidades pelos atos do seu funcionário.
Se um "jornalista" começa a puxar tainha para este ou aquele lado político e alguém percebe, normalmente ele é desligado da empresa. Mas e a empresa?
O que acontece com ela?
Recebe multa, é notificada?
Alguém ouviu falar de algum grupo de TV ou Rádio que tenha perdido sua concessão depois de um escândalo de conxavo político ou algo do tipo?
Eu nunca!
Acho que precisamos estar ligados neste detalhe e em muitos outros que vêm denegrindo a imagem dos jornalistas.
Eu, como já cansei de dizer, não sou jornalista.
Um dia serei, tenho certeza disso.
Até lá, vou engajando-me nas brigas dos meus futuros pares, nas suas reinvindicações, seus ideiais.
E lembrem-se, jornalista tem sua função social e ela é das mais importantes no mundo em que vivemos!
Ah, registro ainda as ausências marcantes dos representantes dos cursos de jornalismo em Santa Catarina que, pasmem, já são 14 (catorze), bem como do sindicato das empresas da mídia.
Aqueles que são responsáveis diretos pela formação dos novos jornalistas não se preocuparam em discutir a importante relação Governo - Imprensa.
Talvez isso explique bem muita coisa que se passa no mundo sórdido da picaretagem.
quinta-feira, junho 26, 2008
Debatendo
Postado por
Bruno César
às
08:55
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário