domingo, maio 25, 2008

Amontoado

Quero tentar ser breve em minha análise sobre a derrota vexatória do Figueirense frente ao Vitória-BA.

Equipe profissional, disputando a série A do Campeonato Brasileiro, até onde eu entendo, não pode entrar em campo com tantas improvisações.

Vejamos a escalação:

* Wilson - Goleiro não dá pra improvisar e o Wilson é o Wilson...
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* Michel Schmoller - é volante, jovem, precisa de confiança para jogar e aí colocam o garoto improvisado na zaga enquanto o Bruno Perone, zagueiro de ofício, fica de fora;
* César Prates - é lateral direito, bem longe de zagueiro;
* Asprilla - tá na dele, ok;
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* Diogo - é volante e foi colocado na ala direita quando suas características são totalmente defensivas, apesar de aparecer em alguns momentos na frente como elemento surpresa;
* Magal - volante dos mais burocráticos. Domina e toca pra quem estiver mais próximo. Até seria interessante um jogador assim, mas em um sistema onde já se tem 3 zagueiros que não sabem sair jogando e mais 2 volantes, ao menos um dos volantes deve ter qualidade técnica suficiente para erguer a cabeça dar um toque de qualidade e armar jogadas desde lá de trás;
* Elton - situação semelhante a do Magal, está na função dele mas ainda está devendo no Figueirense;
* Clayton Xavier - apesar de vir jogando há um bom tempo como meia, a posição que ele mais rende é vindo de trás, como um segundo homem do meio. Se é pra jogar com três zagueiros, vejo que o Clayton deveria atuar no lugar do Magal ou do Elton;
* Marquinho - é meio campista e está improvisado na ala esquerda, posição esta que até agora já deixou bem claro que não sabe atuar. Tanto que na final do Catarinense quando entrou no meio rendeu alguma coisa, bem difente de todas as vezes que esteve na ala;
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* Rodrigo Fabri - é o clássico meia com chegada à frente. Vou repetir. Meia com chegada à frente. Não é atacante que vem pra ajudar no meio, é bem diferente disso;
* Wellington Amorim - é atacante. Não é centro-avante, aquele tradicional camisa 9, mas o sistema de ontem exigia um cara assim. Que ficasse enfiado entre os zagueiros, função que o Wellington já mostrou que não sabe desempenhar com grande desenvoltura.

Percebem quantas improvisações?

Para auxiliar coloquei os improvisados em negrito.

Não sou técnico de futebol, apenas vejo algumas coisas e tenho as minhas concepções.

O João Carlos da Silva, o Balduíno, costuma dizer que sistema de jogo depende muito da forma como os jogadores se colocam em campo, a chamada dinâmica de jogo.

Todavia, arrisco dizer que quando o Figueirense, mesmo com o elenco limitado que tem, deixar as improvisações de lado e resolver colocar cada um na sua, as coisas tendem a mudar. E mudar pra muito melhor.

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