Cidadão - Zé Geraldo
Composição: Lucio Barbosa
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Isso sim é música.
O resto... o nome já diz, é resto!
Bruno César
quinta-feira, janeiro 31, 2008
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Bruno César
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A Morte - por Pedro Bial
"Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.
Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que e causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.
A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas , mulheres e morre num sábado de manhã.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa?
Não se faz.
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...
Perdoe....sempre!!!"
Recebi isso hoje pela manhã do meu amigo Valcélio Nazaré dos Santos.
O que mais me intriga não são as palavras do Pedro Bial, se é que a crônica acima é realmente dele.
O que me deixa pensativo e encucado é como um cara como o Bial se sujeita a apresentar o tal de BBB (Big Bosta Brasil) (!).
Abraço.
Bruno César
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Bruno César
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13:46
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Furando
Desde que iniciei minha carreira como repórter esportivo o furo jornalístico tem sido uma das preocupações mais constantes no meu dia-a-dia.
Digo uma das, porque, diferente de muitos, ela não é a única.
Acho que o jornalista (no meu caso apenas repórter) deve preocupar-se, principalmente, com o texto, a qualidade da notícia, a fidedignidade, etc.
Eu vejo que alguns colegas se empenham tanto em conseguir um furo que acabam esquecendo de outros detalhes tão importantes quanto o furo.
Percebo também que a grande maioria enche o ego ao conseguir uma notícia “exclusiva”. Não existe notícia exclusiva, oras bolas. Depois que você colocar no ar ela é pública e os demais companheiros de imprensa terão acesso a ela, ou não?
Vamos procurar nos gabar sim! De ter feito um ótimo texto, de prezarmos pelo bom português, boa dicção (no caso dos radialistas), qualidade e fidedignidade das informações, credibilidade...
Vou contar uma que aconteceu comigo que achei terrível.
Quando o técnico Adilson Batista deixou o comando do Figueirense, tive acesso a informação de forma antecipada. Graças ao acaso.
Eu “segurei a informação”. Estávamos em época de Copa do Mundo, o Brasil jogava naquele domingo a tarde e deixei para informar depois.
Muito bem, isto foi um erro que jamais voltarei a cometer.
No entanto, fui o primeiro a informar, isso na segunda-feira pela manhã, bem cedo.
O Sérgio Murilo, meu amigo e, na época, colega da Rádio Guarujá, encheu toda a minha bola.
- Atenção você ouvinte Guarujá, torcedor do Figueira, o repórter Bruno César tem uma informação bombástica, alô Bruno!, anunciou ele no mais famoso e poderoso microfone esportivo do nosso estado.
Entrei bem com todos os detalhes da saída do Adilson... furasso daqueles!
Agora o pior.
A concorrente, leia-se CBN Diário, tem boletins do Figueirense as sete e vinte da manhã e uma manchete as 9h. Eu dei esta informação entre os dois, por volta das oito e vinte. Tanto no Atualidade Esportiva (7:20) como na manchete do programa do Mário Motta (9h), nada de informação sobre a saída do Adilson Batista do Figueirense.
Beleza, enchi a rede!
Eis que, um famoso colunista social, na verdade o mais conhecido de SC, coloca em sua coluna que um “colega da CBN Diário voltou a estourar informação quentíssima do Figueirense, mostrando a qualidade do seu trabalho e o dinamismo da CBN”. Este colunista disse que o “furo” foi dado no domingo a noite.
Ótimo!
O furo sai no domingo a noite e na segunda pela manhã ninguém na referida rádio sabia?
E o Carlos Alberto (coordenador da Rádio) não deu nenhuma advertência dentro da Diário?
Aproveito uma frase de um dos mais antigos e conhecidos cronistas esportivos do nosso estado:
- Conta aqui pro bonequinho!
E São Pedro “asdebulha” água!
Bruno César
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Bruno César
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quarta-feira, janeiro 30, 2008
Definições interessantes – palavras iniciadas com P
· Persistência: Qualidade ou ato de persistente. Perseverança, constância, pertinácia.
- Perseverante: Aquele que persevera.
· Perspectiva: Arte de representar os objetos sobre um plano, tais como se apresentam à vista. Aspecto dos objetos vistos de certa distância; panorama. Expectativa, esperança.
· Perspicaz: Dotado de agudeza de espírito, ou que denota desta qualidade; sagaz, observador. Inteligente, talentoso.
Se todos nós nos empenharmos em sermos persistentes, avaliando as coisas sempre por diferentes perspectivas e buscando sempre a perspicácia ... o mundo será muito, mas muito melhor.
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Bruno César
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Urucubaca
Além de estar numa fase nada boa, ainda tive um acidente de carro.
Graças ao bom Deus não houve vítimas, ninguém se feriu.
Mas, o ´preju´ foi grande.
Fora isso, onde foi parar o sol, hein?
Temos que cantar aquela musiquinha do Jorge Ben...
“Hoje vou fazer uma prece, pra Deus, nosso senhor... Pra essa chuva parar de molhar o meu amor assim...”
Clareia aí Santa Clara, já estamos quase virando sapos.
Não vou pingar colírio alucinógeno, mas hoje só amanhã porque to meio assim, não tem?
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15:56
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Ainda respirando
Um grande amigo, que prefiro aqui não citar o nome, tem procurado me ajudar com alguns conselhos.
Ele disse que preciso observar a lei da atração.
Segundo ele, estou muito negativo, o que acaba atraindo coisas ruins.
Sou obrigado a concordar plenamente.
Estou esforçando-me para melhorar este quadro.
Não vou desistir de buscar a felicidade, afinal, ainda estou respirando.
Obrigado, meu amigo.
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Bruno César
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segunda-feira, janeiro 28, 2008
A vida é engraçada
"Tava refletindo a vida é engraçada
Embora foi do nada desapareceu
Aquele sentimento perdido aqui dentro
Tão longe esquecido todo se perdeu...todo se perdeu
Agora vou embora amor
Mesmo sozinho eu posso ser feliz
Implora ou me prova
Que eu tô errado e não devo partir"
A letra, segundo o site Terra, é de um compositor desconhecido.
No entanto, ela diz muito bem o que eu gostaria de expressar neste momento.
Bruno César
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Bruno César
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17:44
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O que adianta?
Vamos lá, resolvi escrever alguma coisa.
Sabe, a vida é mesmo muito engraçada.
A minha, particularmente falando, eu acho uma bosta.
(Ah, ta reclamando de barriga cheia!)
Pode ser que sim.
Se eu fosse um pobre coitado avaliando a minha vida eu pensaria que ela é ótima.
Mas, na minha avaliação, ela é ruim.
Tenho o direito de pensar assim? Acredito eu que sim, afinal de contas, quem vive a minha vida sou eu, não os outros. Certo?
Pois bem, eu percebo que praticamente todos aqueles que me conhecem e estão ao meu redor me avaliam como um jovem com enorme potencial. Não só no meu trabalho – sou radialista, repórter, assessor de imprensa – mas, na vida como um todo, tenho muito que crescer e prosperar. Eu tento, juro que tento bastante ver desta forma. Em determinados momentos até pareço me convencer disto. No entanto, vem o dia seguinte e volto para a minha insignificância pessoal, para a minha autodesconfiança.
Eu leio muito, sabe? Apesar de achar que poderia ler bem mais. Já tive contato com alguns livros destes de auto-ajuda. Auto-ajuda em livros?
- Aí não é bem auto-ajuda, haja vista que a ajuda está vindo do livro e não de você mesmo, não?
(!?)
O que mais encontro nestes livros é que precisamos acreditar em nós mesmos, caso contrário ninguém irá acreditar.
Putz, descobri a pólvora!
Se fosse assim tão simples o mundo estaria a salvo, não teríamos depressão, baixa estima, insatisfação pessoal, etc.
Acontece que eu sei bem que preciso acreditar no meu potencial, o problema está em como fazer isso.
Tem gente que abre a boca para dizer que depressão e coisas do tipo são frescuras.
Deveriam (eles) passar por uma das brabas, para saber o que é bom.
Se eu soubesse como acreditar no meu potencial, tenho plena certeza que seria muito feliz e realizado.
O problema (no meu caso) é: como fazer isso, na prática!
Você sabe como acreditar em você mesmo?
Parabéns!!
Eu não sei como fazer isso!
Quando eu souber, quem sabe você me verá na Globo ou na BBC...
[]s
Bruno César
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Bruno César
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13:38
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Stand by
Amigos deste espaço, estou passando por algumas dificuldades que me impedem de escrever de forma lúcida e positiva.
Como não quero ficar apenas lamentando as coisas que têm me colocado para baixo, gostaria apenas pedir-lhes desculpas por não abastecer o blog com a freqüência que vinha acontecendo.
Obrigado pela atenção.
Bruno César
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Bruno César
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10:01
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terça-feira, janeiro 22, 2008
Depois de acompanhar via Internet a nomeação do senador Edison Lobão como novo ministro das minas e energias percebi uma coisa mais que interessante.
O fato de desconhecermos determinadas coisas é anestesiante.
É mais ou menos como a mãe que ouve das vizinhas que o filho adolescente está fumando maconha, mas prefere fingir que isto não é verdade. É melhor acreditar que o filho não está cometendo este delito – ou pecado – do que encarar a realidade e tomar uma atitude que possa resolver o “problema” (coloco as aspas, porque um garoto que fuma maconha, para muitos, já deixou de ser problema ha tempo... para muitos, pra mim não!).
Saber que o senador Lobão assume um ministério sem entender bulhufas da referida pasta é algo que já revolta. Tomar conhecimento que o seu filho, Edison Lobão Filho, é quem assume como seu suplemente imediato no senado apenas para poder contar com o foro privilegiado diante de algumas acusações de uso de laranjas em vários negócios, além de sonegação de impostos, dá vontade de ir a Brasília de marreta ou picareta em mãos para quebrar tudo. Mas, descobrir que a esposa do senador Lobão, a senhora Nice Lobão, é deputada federal me deu vontade de pegar uma boa corda de seda, procurar um abacateiro bem alto e enforcar-me.
Nós, ou melhor, o povo maranhense, junto do presidente Lula e a cúpula do PMDB, são os responsáveis pelo Brasil estar vivendo esta situação vexatória.
Este é um caso de nepotismo abonado pela população.
Se os maranhenses elegeram pai e filho (simultaneamente) e ainda tiveram a cara de pau de votar também na esposa do pai, aí não tem jeito.
Felizes aqueles que não sabem de nada disso.
Felizes aqueles que vivem lá na Praia do Maço tomando chá de cogumelo.
Infeliz deste blogueiro, que se mete a ler tudo que se refere a política e ao seu país, estado e cidade.
:-(
Bruno César
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Bruno César
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16:26
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Quem já foi rei...
Tenho discutido bastante com meus amigos sobre o Ronaldo.
Tem gente que duvida que ele possa voltar a jogar em alto nível.
Sugiro uma olhada nestas imagens.
Para quem foi capaz de fazer isto e completa 32 anos em fevereiro próximo, é mais que possível que volte a realizar grandes partidas.
Concorda?
Basta lembrar do que disseram dele antes da Copa de 2002.
Bruno César
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Bruno César
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13:10
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Violência nas ruas...
Só é uma pena que nem todos tenham a oportunidade de ter uma cadeira de rodas "turbinada", como a da vovó da animação.
Abraço.
Bruno César
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12:53
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segunda-feira, janeiro 21, 2008
Polícia X Organizadas
Tenho uma curiosidade: quando é que teremos o fim destes incidentes terríveis, como o de ontem em Joinville, envolvendo torcedores e a polícia?
Eu vi bem pouca coisa na TV e acompanhei algumas fotos.
Ouvi declarações de policiais que dizem terem sido agredidos verbalmente por torcedores do Figueirense e também que agiram porque os torcedores estavam portando drogas, ou as consumindo, algo neste sentido. Alguns conhecidos meus que estiveram no estádio contaram coisas terríveis sobre o comportamento da polícia e, principalmente, sobre o espaço destinado para a torcida visitante na Arena Joinville – o estádio mais novo e moderno de SC.
Duas perguntas:
- Se os policiais foram agredidos verbalmente, ou agiram para deter possíveis usuários de drogas, qual o motivo para a pancadaria? Os demais torcedores resolveram defender o maconheiro?
- O estádio mais novo e moderno foi construído para receber a torcida de um só time?
E tudo isso aconteceu depois que o comandante geral da PM em SC, Cel. PM Eliésio Rodrigues, conclamou a todos para o bom senso. Bom senso foi o que menos se viu ontem na Arena Joinville.
Precisamos entender que uns torcem para A e outros torcem para B.
A polícia precisa entender que está ali para oferecer segurança, não para baixar a porrada nos torcedores.
Ah, mas se o torcedor está inticando tem mais é que descer o cacete!
Concordo!
Só que, praticamente todas as informações, exceção àquelas vindas dos policiais, dão conta que não tinha nenhum torcedor inticando com a PM.
Todavia, se cronistas esportivos, que deveriam ser jornalistas, tendem para este ou aquele time, como é que a polícia também não vai tomar partido para esta ou aquela torcida?
Fica a pergunta.
Só, pelo amor de Deus, não vamos, nós da região da Capital, descontar nos torcedores do Joinville quando de seu embate junto aos nossos representantes - Avaí e Figueirense, os maus tratos sofridos diante da polícia no norte do estado.
Grande abraço.
Bruno César
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17:08
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quinta-feira, janeiro 17, 2008
Chama o lenhador, tem dois Lobões soltos em Brasília!
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu ontem (quarta 16/01) o nome do senador maranhense Edison Lobão como novo Ministro de Minas e Energia. Interessante, pois o Brasil está passando por dificuldades tremendas no fornecimento de energia, principalmente elétrica, e o nobre Senador Lobão já disse, em entrevista, que não entende nada sobre o assunto, que precisará aprender tudo sobre Minas e Energia.
É mais ou menos como você precisar urgentemente de alguém para dar um jeito no motor do seu carro e, para isso, chamar um pintor, pedreiro ou marceneiro.
Mas isso não é tudo.
O que é ainda mais interessante é o fato de que o suplente do senador maranhense é o seu filho, Edison Lobão Filho.
Legal né?
Eu to achando ótimo!
Principalmente pelo fato do Lobinho, ou melhor, Lobão Filho, estar sendo acusado de alguns crimes. E aí, se ele não assumir como senador, será julgado por estes crimes como eu, você ou qualquer outro cidadão. Mas, como senador, ele tem o tal “foro privilegiado”.
Meu Deus, chama o Maneca para dizer: Que beleeeeeeeeeeeza!!!
Ah, mas o Filho não vai permanecer como senador. Ele vai apenas assumir e em seguida se licenciará.
Sério?
Gostaria que tudo isso fosse uma brincadeira.
Se é que não é... do nosso Presidente com todo o povo Brasileiro!
Chamem logo o lenhador, porque a Chapeuzinho Vermelho ta correndo muito perigo!
Bruno César
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Bruno César
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12:05
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
Se os de lá têm mais que os daqui, não dá mesmo para competir!
Acabo de receber uma newsletter do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense que traz informações interessantes.
Primeiro deixe-me explicar o por que de assinar a newsletter do Tricolor Gaúcho. Como bom repórter esportivo que procuro ser, eu assino praticamente todas as newsletter dos clubes de futebol que tem este serviço disponível através de seus websites. Certo?
Pois bem, vamos aos dados interessantes da cartinha do Grêmio.
O torcida gremista é a maior nos três estados do Sul, a sexta maior em todo o Brasil e está também na liderança em Santa Catarina, ao lado de Flamengo, Corinthians e Internacional, com 8% da preferência. É preciso lembrar que, em Santa Catarina, temos times que disputam divisões de destaque no cenário futebolístico nacional. O Avaí e o Criciúma estão na série B e o Figueirense na série A, a chamada elite do futebol brasileiro. Agora, sabem qual é o percentual de torcida destes clubes aqui mesmo, no nosso estado? Avaí e Figueirense aparecem com 2% e o Criciúma, que esteve na série A há bem pouco tempo, já foi campeão da Copa do Brasil, etc, tem apenas 1% da preferência popular.
É, acho que isso explica o fato do futebol catarinense ter tão pouca expressão no cenário nacional.
Se nós, catarinenses, continuamos tendo os “de fora” como nossos clubes do coração, vai ficar muito complicado querer que nossas equipes despontem no Brasil.
Como é que os dirigentes vão investir nas equipes, nos estádios, se ao invés de acompanharmos Avaí, Figueirense, Criciúma ou Joinville, estamos mais interessados no Grêmio, Flamengo, Corinthians, Internacional, etc?
Os ditos grandes do futebol brasileiro um dia foram pequenos.
Só são grandes hoje, graças ao apoio que tiveram de seus torcedores, do apelo da mídia, enfim.
Valorizar o que é nosso, da nossa terra, esta é a saída.
Caso contrário, estaremos sempre vendo - pela TV - o sucesso dos “de fora”.
Grande abraço.
Bruno César
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Bruno César
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11:44
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
E a bola vai rolar na terra dos barrigas-verde
Nesta quarta-feira (16/01) será dado o pontapé inicial para mais um Campeonato Catarinense de Futebol. Aqui é assim, Campeonato Catarinense de Futebol. Nada de Catarinão, como alguns resolveram intitular nosso campeonato. Isso lembra outros campeonatos, que nada tem a ver com nossa cultura e nossa gente.
Pois bem. Este ano o campeonato terá 12 equipes correndo atrás do título maior do futebol barriga-verde. É, exatamente, barriga-verde é como somos chamados. Podemos ser também intitulados Catarinenses. Catarinas? Jamais!
O início de todo campeonato gera muita especulação e, o que é pior, muita adivinhação por parte dos cronistas esportivos. Tenho acompanhado a crônica esportiva, principalmente da capital do estado, em seus comentários sobre os candidatos ao título e também ao rebaixamento. Tem gente que deve ter uma ligação direta com o Além, com a Mãe Dinah ou então com o Chico Xavier. Por acaso conhecem o plantel do Atlético de Ibirama? Sabem quem são os jogadores do Cidade Azul, Brusque, Metropolitano, etc? Alguns até pode ser que sim, mas a grande maioria está aí fazendo presunções sem qualquer tipo de fundamento. Ou melhor, estão utilizando o nome dos times, suas tradições e grandezas perante os demais para dizer que determinado time é favorito.
O que eu acho engraçado é que, a nossa crônica esportiva fica P. da vida quando vai começar o Campeonato Brasileiro – este sim, Brasileirão – e colocam nossas equipes como candidatas ao rebaixamento, meras participantes, etc e tal. Por que somente Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville são favoritas ao título do Campeonato Catarinense deste ano? Qual a fundamentação para esta análise?
O Avaí contratou alguns jogadores, mas, a maioria dos atletas ainda é remanescente da temporada passada, quando o Leão da Ilha deixou novamente a sua torcida a ver navios. O Figueirense perdeu suas “estrelas”, se é que elas existiam. Contratou alguns valores, mas isso ainda não é garantia de sucesso. O Criciúma, depois de tanta besteira cometida em 2007, será que terá forças para conseguir chegar ao título? Ano passado apostou no Gelson, que depois foi mandado embora quando era o líder da Série B. Este ano a aposta está no desconhecido (ao menos meu) Leandro Machado (que não é aquele atacante natural de Santo Amaro da Imperatriz). E o Joinville? Vem aí com o Dema de treinador, com o Luxa de manager à distância...
Sinceramente, será que o pessoal que ouve rádio, lê jornal e assiste TV atrás de informações sobre os seus times, quer mesmo saber a opinião dos cronistas sobre quem é favorito à isso ou àquilo no Campeonato Catarinense? É só o que tenho ouvido, previsões e mais previsões. Vamos ter pelo menos o bom senso de aguardar a primeira rodada, ver alguns vídeo-tapes para saber quem são os jogadores, qual a proposta tática, enfim, quem é quem. Para depois podermos apontar os nossos favoritos.
Ah... querem saber quais seriam as minhas previsões?
Deixando bem claro que não conheço nenhum dos times que está sendo montado, não vi ninguém jogar e não vou me basear por aquilo que tenho ouvido os outros falarem, é apenas um sentimento, bem no campo da adivinhação...
O Avaí vai decepcionar novamente.
O Figueirense pode até incomodar, mas não será campeão.
O Criciúma será um desastre.
O Joinville deve fazer uma boa campanha, com possibilidade de título.
O Marcílio Dias é, dentro daquilo que eu sei do seu time, o maior favorito, ao menos antes do início, em virtude da preparação que foi feita de forma antecipada.
A Chapecoense deve voltar a sua realidade, fazendo campanha mediana.
Os demais serão meros coadjuvantes.
Quem vai cair?
Meu contato com o Chico Xavier não está querendo passar esta informação...
Grande abraço.
Bruno César
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19:54
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
Aí não tem Santo que de jeito no trânsito
Ontem pela manhã, na minha caminhada com o meu cachorro Atlas, observei uma garota em um carro de auto-escola fazendo uma manobra, com sua instrutora ao lado.
A referida moça levou uns 3 minutos para fazer a volta no carro aqui na Rua Moura.
O pior não é isso, pois ela é uma aprendiz.
O pior foi observar a instrutora dizendo: - Isso mesmo, ta certinho!
Minha nossa.
Fiquei imaginando se tivesse algum carro transitando na rua naquele momento.
A garota ficaria nervosa, erraria toda a manobra, o trânsito trancaria por completo... enfim, um engarrafamento seria gerado.
E a instrutora dizendo: - Muito bem, é isso aí.
Estes são os condutores que estão nas nossas ruas.
Acho que explica um pouco do porque do caos que vivemos.
São muitos carros para poucas ruas? Sim.
Mas a atitude e o nível dos condutores também contribui, e muito, para a tranqueira generalizada.
Certo?
Se discorda, manda um coment ou e-mail.
Bruno César
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Bruno César
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09:33
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
Aniversário que não gostaria de lembrar
Nesta quarta-feira, 9 de janeiro, o dia mais triste da minha vida fez aniversário.
Em 1990 o dia 9 caiu numa terça-feira e, com certeza, foi a pior terça-feira da minha vida.
Ao acordar cedinho, com uma ligação vinda de São Paulo de uma pessoa estranha procurando pela minha mãe no hospital onde meu pai estava internado para realização da cirurgia no coração, mesmo com apenas 10 anos de idade, algo me dizia que aquele dia não seria nada bom. Meu pai, naquele momento, já não tinha mais vida. Depois de realizada uma cirurgia para desobstrução das artérias, ele não resistiu ao desligamento dos aparelhos.
Com 10 anos de idade eu perdia o meu melhor amigo.
Mais do que um pai, o Silvestre era isso na minha vida. Não só na minha, na de muitas pessoas. Minha irmã também tinha em nosso pai seu grande amigo. Minha mãe, além do amante, também perdera o grande amigo. Na minha rua todos ficaram órfãos. O meu pai era uma espécie de faz-de-tudo em Barreiros. Arrumava geladeira, chuveiro, brinquedo, capinava terrenos, cortava grama, etc. O pessoal dos bares também sentiram muito a falta do meu velho. Além de ser um mestre no dominó, ele adorava uma boa gelada. Desta forma os butequeiros perderam, juntamente do amigo, um grande parceiro de copo. O mais impressionante é que tínhamos um vazio enorme. Algo que parecia que não iria passar jamais.
Quando foram embarcar para São Paulo, meu pai, minha mãe e minha tia Salomé, acompanhados por médicos, utilizando o jatinho do governador de SC na época, Pedro Ivo Campos – que era atendido por meu pai quando ninguém mais conseguia acertar suas veias para realizar aplicações – eu vivi uma das coisas mais emocionantes de toda minha vida. Tenho poucas lembranças da época em que meu pai ficou doente, internado no Hospital Regional de São José. Mas, quando ele foi embarcar para São Paulo, sentado em uma cadeira de rodas, abatido, magro, ele me pegou no braço (meu pai nunca me deu um abraço colocando-me no colo, era proibido pelos médicos de fazer este tipo de “esforço”) olhou bem fundo nos meus olhos e disse: - Não quero saber de você chorando, segura as pontas que semana que vem estou de volta! Estou ha 18 anos esperando essa semana acabar!
Mesmo sem ele, a vida seguiu. Com certeza ela seria melhor com meu pai por aqui.
Mas, como nem tudo é como gostaríamos que fosse, vamos tentando, da melhor maneira possível, viver felizes, certo?
Bruno César
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segunda-feira, janeiro 07, 2008
E as férias se foram
Do dia 21 de dezembro até ontem (domingo 7/01) estive curtindo minhas férias.
Ta certo que elas foram bem curtas, porém de ótimo aproveitamento.
Estive praticamente todos os dias na minha casa de praia na Pinheira. Curti muito a Praia de Cima junto com meus amigos. Recebi visitas de amigos como o Sérgio Murilo com a sua família, linda por sinal, Polidoro Jr., Marcello Maia, Negão Beto, Rui Guimarães, entre outros.
Muitos foram os momentos agradáveis.
Alguns foram os porretes.
Várias as cervejas.
Surf, pouco, mas satisfatório.
O tempo correu depressa, mas meus dias ao lado da minha namorada, da minha irmã e meu cunhado neste verão foram algo que guardarei pra sempre em minha memória.
Acredito ter sido suficiente para que eu tenha as energias bem carregadas para este ano de 2008.
Ano eleitoral, que promete muitas novidades em São José.
Se tivermos a confirmação de que as vagas no legislativo josefense passarão para 17, a eleição será muito interessante.
Fora isso, vivemos a expectativa para sabermos quem serão os candidatos à prefeitura.
O atual alcaide está em baixa, pode não conseguir chegar a sua tão almejada reeleição. Na verdade corre o risco de sequer concorrer à mesma.
Cada um vai puxar para o lado que acha mais conveniente.
Eu já defini o meu em 2004 e não pretendo mudar tão cedo.
O jargão é antigo, mas cabe como uma luva: quem viver, verá!
Boa semana!
Bruno César
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Bruno César
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13:39
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I-pod, “raidinho” não!
A alta tecnologia que hoje nos apresenta maravilhas sonoras em aparelhos cada vez menores, como os Ipod’s e MP4’s, tem levado uma enorme quantidade de pessoas a andar nas ruas com fones de ouvido.
Tenho observado algumas distorções nesta onda ou moda.
Primeiro o fato das pessoas utilizarem tais aparelhos em volumes cada vez mais altos, o que, imagino eu, deve prejudicar muito os aparelhos auditivos. Nossos ouvidos já sofrem um bocado com o fone de ouvido desligado, por mais anatômico que ele seja. Imaginem com o troço ligado num volume que, muitas vezes, quem está posicionado a metros da pessoa com o fone, pode ouvir claramente o que está tocando. Neste caso tem outro detalhe que me chama bastante a atenção: onde está o respeito ao próximo? Eu não tenho nada que ficar ouvindo uma música que está tocando nos fones de ouvido da pessoa ao meu lado dentro do ônibus, por exemplo, por mais que ela seja do meu agrado. O fone de ouvido já foi inventado justamente para que isso não ocorra. Para que uma pessoa possa ouvir algo sem incomodar aqueles que estão ao seu redor.
Pois bem, não bastasse esta distorção, vamos ao outro ponto que me intriga. Como um amante do rádio que sou, fico pensando os motivos que levam esta enorme quantidade de pessoas a utilizarem – somente hoje – estes fones de ouvido. Rádios de pilha existem há muito tempo, também em tamanhos minúsculos. O rádio possibilita ao ouvinte ouvir músicas de todos os gêneros, traz informações, notícias, etc.
Então por que somente um Ipod ou MP4 caiu nas graças do público?
Bruno, com um Ipod ou MP4 eu só ouço aquilo que eu gosto, minhas bandas preferidas e, o que é mais importante, não tenho o inconveniente dos intervalos comerciais!
É claro que sim!
Mas, antes destas maravilhas que estou citando praticamente ninguém andava com o fone nas ruas. Ninguém tinha tanto gosto por música a ponto de estar sempre ouvindo algo.
Por que só agora despertaram este sentimento?
Uma pessoa que estava acostumada com os fone de ouvido desde a época dos Walk Man’s (existiram primeiro os de fitas K-7, depois os de CD’s), por gostar muito de músicas e tals, até tem razão de hoje ter optado por estes novos aparelhos. Mas, o que vejo, são pessoas utilizando os tais Ipod’s e MP4’s apenas por um apelo da mídia, da moda, da onda.
Isto, infelizmente, retrata uma fragilidade da sociedade como um todo.
É o tal Maria vai com as outras. Pessoas sem personalidade alguma.
Muitas vezes não sabem nem o que estão ouvindo.
Compram o tal Ipod com capacidade para “trocentas” músicas, mas só ouvem duas ou três!
De qualquer forma, melhor estar com o fone no ouvido e boca fechada, do que estar com os ouvidos livres e falando um monte de besteiras sem parar.
E o ano novo já chegou, com ele a expectativa de sabermos quais serão as maravilhas que surgirão ao longo de 2008.
Era isso.
Bruno César
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Bruno César
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