Capital da tranqueira
O trânsito na Capital do Estado de Santa Catarina – Florianópolis – e suas redondezas está merecendo um estudo e um planejamento imediato não é de hoje.
As pessoas têm reclamado constantemente do transporte coletivo, reclamam da malha viária, reclamam, reclamam e reclamam.
Quero ir na contra-mão da grande maioria para colocar a minha opinião sobre o assunto.
Já diz uma das leis da física que “para toda ação, existe uma reação”.
Pois bem. Pensando a partir deste grandioso pensamento, analisemos:
Ao sairmos de nossas casas para trabalhar no centro da cidade (Floripa) com nossos carros, por que não procuramos um rodízio com nossos colegas de empresa para que possamos deixar ao menos dois carros em casa por dia. Quando me desloco pelas manhãs para o centro, de ônibus, percebo que a grande maioria dos veículos trafega com no máximo 2 pessoas a bordo. Desta forma será realmente impossível termos ruas e estradas capazes de suportar a demanda de automóveis. Tenho conhecimento que, por mês, são aproximadamente 2 mil novos carros rodando nas ruas de Florianópolis e região. Agora imaginem, onde vamos parar? O rodízio que hoje existe em São Paulo deverá tornar-se realidade para nós manezinhos logo, logo. Outro ponto. As ações e manobras realizadas no trânsito também têm complicado ainda mais aquilo que já está próximo do caos completo.
Recentemente estive no Rio de Janeiro e percebi que os cariocas jamais conduzem seus veículos com velocidade inferior aquela estabelecida pela sinalização de trânsito. Ou seja, onde a placa informa 40Km/h, andam a 40 e pronto. 80km/h, andam a 80. Aqui em Floripa isso não acontece. As pessoas acham que todo dia é domingo, só pode. Tem nego andando a 40km/h quando a placa diz que a velocidade é de 80km/h. Você está dizendo: Bruno, seu animal de teta, a velocidade máxima é 80, não é pra andar necessariamente a 80.
Muito bem, só que o fato de andarmos abaixo dos 80km/h é que complica tudo. Vai trancando aqui e ali e quando menos percebemos está tudo engarrafado.
Até fugi do que estava pensando...
Falava das manobras. O que tem de gente parando em via rápida para fazer uns retornos totalmente descabidos, é uma grandeza. Além disso os caras não entendem que, para cada uma das manobras realizadas por eles, implicará em uma reação em outros veículos, outras pessoas e no trânsito de maneira geral.
Portanto, cheguei a conclusão que é muito fácil ficarmos atirando pedras nos governantes por não trazerem soluções para o problema do transito na nossa cidade. O difícil é procurarmos as soluções e o que é ainda pior, é muito, mas muito ruim mesmo, conseguirmos mudar nossos hábitos para que tenhamos uma situação melhor no transito da capital do estado.
Eu já estou começando a usar a minha bicicleta e você?
Até a próxima.
Bruno César
segunda-feira, dezembro 24, 2007
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Bruno César
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segunda-feira, dezembro 17, 2007
Curtinhas
O final de semana mostrou um pouco do que será o verão em SC.
Ótimos dias, praias bombando e as estradas matando!
Depois que a CPMF se foi, o que virá para pagarmos, com desconto em conta corrente, em 2008?
O asfalto já existia no ano passado, mas o movimento nas praias do sul da Palhoça - Sonho, Ponta do Papagaio, Pinheira e Guarda do Embaú - deve ser algo surpreendente neste verão.
O restarante Rappa Nui na Pinheira tem nova administração. O atendimento melhorou muito e a qualidade do rango permanece, se é que não está ainda melhor.
As pizzas da Rupestre são algo fora do comum. Se você for até a Pinheira não deixe de experimentar a de Rúcula!
Perguntar não ofende: como é que o motorista que sai do asfalto para pegar o paralelepípedo, ali na esquina do Posto de Gasolina, vai ver o fluxo à sua esquerda com aquela placa da prefeitura de Palhoça onde ela está?
Eu adoro a Pinheira. Grande parte da minha vida foi passada ali, hoje estou redescobrindo a felicidade buscando passar o maior tempo possível neste lugar. Junto da natureza, dos meus verdadeiros amigos e das ondas que me fizeram descobrir o surf!
A rádio não faz mais parte da minha vida. Ao menos momentaneamente. Pedi demissão, vou cuidar um pouco de mim. Da minha saúde. Ano que vem retorno para a faculdade. Com o diploma em mãos, tudo será diferente.
Plageando o Renato Aragão (éca!): aguarde e confie!
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Bruno César
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15:56
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O imprescindível e o fundamental
O mundo moderno e a competitividade estabelecida em todos os níveis da sociedade me fizeram refletir sobre algo que me parece bastante interessante.
Você saberia estabelecer diferenças cruciais entre o imprescindível e o fundamental? Pois bem, começamos pelo imprescindível.
Podemos estabelecer como imprescindível aquilo que se faz como extremamente importante para a manutenção de uma rotina satisfatória. Exemplo: a secretária executiva é uma pessoa imprescindível para o desenvolvimento de um bom trabalho para o executivo, diretor, etc. Mas, seria ela fundamental para tal? Logo mais tentarei colocar meu ponto de vista sobre o que é fundamental.
No meu local de trabalho vejo muitas pessoas imprescindíveis para o funcionamento das atividades desenvolvidas. Existem pessoas que se esmeram muito em suas atividades, outras que deixam a desejar e algumas totalmente descartáveis. No entanto existem alguns que parecem ser dispensáveis, pouco aparecem mas, quando aparecem, aí sim, fazem a diferença.
No futebol temos exemplos claríssimos disso.
Vou me ater apenas à seleção brasileira, pois esta tem exemplos clássicos do que estou falando aqui.
Em 1994 quando conquistamos o tetra, aponto o Dunga como o imprescindível.
Além da sua liderança, era o cara que jogava feio, mas que trazia resultados.
Ou não?
Passamos então ao fundamental...
Para não fugirmos do futebol e da copa dos EUA deixo no ar: quem foi o cara fundamental para aquela conquista? Tá fácil...
Já no universo trabalhista vejo inúmeras pessoas pra lá e pra cá apenas fingindo trabalhar.
Tem gente que se faz onipresente para então se mostrar eficiente, quando não passa de um trapalhão. Presença não significa competência.
Tem outras que pouco aparecem, mas, quando aparecem, aí sim, fazem a real diferença.
Eu conheço um cara, que trabalha no CPD ou CTI (Centro de tecnologia da informação) de uma grande rede de lojas aqui de Floripa. O cara parece que não faz absolutamente nada, muitas vezes parece que vai esfolar o saco, de tanto que fica de bobeira dentro da central. No entanto, quando o bicho pega, ele detona. Tem nego que chega a ficar de cabelo em pé diante de situações que poderiam deixar a tal rede de lojas sem vender uma meia sequer, no entanto o cara entra em ação e, de forma instantânea, coloca tudo em cima novamente.
É aí que está a diferença.
Você pode ser um cara imprescindível, como o Dunga, mas o Romário é fundamental.
Você também pode me dizer que sem um o outro não teria sucesso.
Eu respondo: no caso do futebol sim, mas no meu universo trabalhista, não!
Por isso, tento ser fundamental, pois, de imprescindíveis, o mercado está cheio!
Abraço.
Bruno César
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quinta-feira, dezembro 13, 2007
O negócio é se dar bem
Primeiro, quero pedir desculpas àqueles que têm acessado diariamente o blog, fiquei apático por praticamente duas semanas. Coisas de alguns problemas particulares, correria do dia-a-dia, etc e tals.
Hoje quero falar da corrida em busca pela tal felicidade.
Percebo que muitas pessoas estão, cada vez mais, deixando de lado os seus ideiais para poderem se dar bem na vida.
Isso, há um tempo atrás era meio que uma exclusividade da classe política.
Ao menos era o que ouviamos falar.
No entanto, depois que eu vi o João Gordo apresentando programete na MTV eu percebi que o mundo estava realmente virado num alho.
Eu cresci com uma boa educação.
Meus pais sempre me deram muito carinho, apoio nos estudos, um bom lar, boa casa, emfim.
E, desde cedo, meu pai dava mostras claras para mim, como criança, que o importante para um homem é saber o que quer na vida.
No entanto, meu pai nunca incentivou-me a "fazer de tudo para me dar bem".
Nos lugares onde trabalhei até hoje - e olha que não foram poucos - sempre percebi uma ou outra pessoa querendo tirar vantagem sobre o companheiro de trabalho.
Hoje, como profissional da mídia que sou, as coisas se agravaram.
O mundo do jornalismo, principalmente o esportivo, é cheio de trairagem.
Nego querendo te derrubar direto.
Chegam ao cúmulo de disputar uma informação com o próprio companheiro de equipe.
Já vi nego colocando furo em jornal impresso, enquanto trabalha em rádio que tem setorista no clube.
Uma simples ligação e a notícia já vira fato nas ondas do rádio. "Não, tenho que ficar com o mérito, eu sou o bom!"
Eis que fui obrigado a parar pra pensar no que tenho feito nos últimos tempos.
Meu gosto pelo jornalismo não é de hoje.
Mas o jornalismo está podre.
Tem muita gente fazendo jornalismo que sequer sabe o que é e o que não é notícia.
Tem gente fazendo rádio pautado em jornal.
Tem gente fazendo jornal copiando notícias da internet.
Tem gente com blog na internet achando-se "o cara" (pelo amor de Deus, eu não!!!!).
Tem gente que mete a boca na latinha, escreve em um site fuleiro, trabalha num jornal de bairro e já se apresenta pros outros como "jornalista".
O termo jornalista precisa ser muito bem avaliado.
O jornalista tem uma função social.
O jornalista precisa ter responsabilidade diante daquilo que está informando.
Eu sou estudante de jornalismo, graças a Deus vou retomar meus estudos no próximo semestre e agora só paro quando tiver com a porra do diploma em mãos.
Mas, enquanto estudante, já começei a exercer uma atividade no rádio, escrevi para jornais, sou assessor de imprensa em um órgão público, participo de uma TV no mesmo local (público).
Tudo isso porque eu acho importante a pessoa estar envolvida, adquirir experiência.
Mas, a experiência que estou adquirindo está me desanimando.
Vejo as pessoas fazendo as coisas erradas e o pior de tudo é que elas sabem que estão fazendo errado, no entanto, como estão se dando bem, prosseguem com o erro.
Isso é terrível.
Se eu tiver que usar alguém de escada para subir na vida, eu prefiro morrer como mendigo de rua.
Será que as pessoas não percebem o mal que estão fazendo para si próprias?
O que eu escrevi anteriormente, sobre o Corinthians, rebaixamento, etc e tals, gerou polêmica.
Recebi muitos e-mails sobre.
Gente dizendo que eu estava sendo muito radical ao dizer que os sentimentos do futebol estão se transferindo para a vida. Queria que me provassem o contrário.
Estamos todos vivendo de faz de conta.
Do "não é comigo".
Será que ao levarmos vantagem sobre algo, ou alguém, não pensamos nas conseqüências que isso pode ter para a pessoa que foi lesada?
Não!
Só pensamos no efeito que gerou para nós.
Será que não vamos nunca pensar no outro?
Eu deveria ter ficado sem escrever mesmo....
Tá loco.
Bruno César
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Bruno César
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quinta-feira, novembro 29, 2007
Alegria de uns, tristeza de outros
Depois de acompanhar, meio que de forma sonolenta, o término da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, alguns detalhes me chamaram a atenção.
Enquanto o São Paulo está comemorando, há um bom tempo, o título. O Flamengo e o Santos a conquista da vaga na Libertadores. Alguns a Sul-Americana e outros a simples permanência na divisão de elite, muitos estão ainda buscando fugir desesperadamente do temido rebaixamento.
O Corinthians, todo poderoso Timão, da segunda maior torcida do Brasil vive momentos de extrema apreensão. As expressões dos torcedores, captadas pela TV, durante o jogo contra o Vasco são algo que mereciam um estudo de caso.
Eu fico pensando o quanto é estranho uma considerável parcela de torcedores, de tudo que é clube de futebol, estar torcendo para que o Corinthians seja rebaixado. Me remeto ao fato de que, na minha opinião, deveríamos, todos, torcer exclusivamente pelo sucesso do nosso clube, ou time. Mas, no mundo em que vivemos, isso não é suficiente. Precisamos, além de estarmos bem, por cima, ver os outros mal, derrotados. Até entendo os torcedores do Palmeiras almejarem a queda do Corinthians. Eles têm motivos de sobra pra isso. Inclusive já foram achincalhados pelo mesmo motivo pelos torcedores do próprio Timão.
Agora, pior que isso, é perceber que, para alguns, o sucesso em si não chega a ter tanta importância, o mais importante é ver o adversário em piores condições, ou pior colocado, como queiram. Senão, vejamos: existem torcedores, e conheço vários, que dizem que se o time A cair para a série B, "não precisaremos mais subir para a série A", não existirão mais motivos!
Eu chego a ficar até meio assim.
Almejam algo pelo algo ou pelo fato deste algo não estar ao seu poder (alcançe)?
O caso do Corinthians, e outros parecidos, exprime um sentimento que deveríamos procurar abolir. Desejar o mal ao próximo é um pecado dos mais graves.
É claro que, em uma competição, se desejarmos que um ganhe, seja campeão, automaticamente estaremos torcendo para que os demais percam. Mas, como explicar, por exemplo, o fato de torcedores do São Paulo, já campeão de forma antecipada, estarem "secando" o Corinthians, mais até do que torceram pelo título do seu clube?
Acho que atitudes como esta deveriam ser repensadas.
Ainda mais que, cada dia que passa, me convenso que o futebol imita muito a vida.
Se nos preocupamos tanto com o sucesso ou o insucesso do time adversário, provavelmente nos preocupamos por igual, ou parecido, com nossos vizinhos, colegas de trabalho, de faculdade...
Aquele abraço.
Bruno César
Ahhh, em tempo... Não sou Corinthiano não, visse?
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sábado, novembro 24, 2007
Distorções da vida moderna
Neste sábado saí pela manhã para resolver umas coisas e deparei-me com algumas situações que fizeram-me refletir.
A primeira delas foi a quantidade de camisas e bandeiras nas cores azul e branca, as cores do Avaí F.C. Por um lado compreendo. O Avaí tem neste sábado um dos jogos mais importantes de sua história. Afinal de contas, dependendo do que aconteça daqui a pouco no Estádio Dr. Aderbal Ramos da Silva, o Leão da Ilha pode amargar um retorno à Série C. Cabe ressaltar que o Avaí já foi campeão desta competição (série C). Mas, é o tipo de título que todo mundo quer ter apenas um, pois a terceira divisão do campeonato brasileiro é doída...
Então vamos as considerações que me passaram ao ver a mobilização da torcida.
Primeiro: será que o torcedor estará comemorando exaustivamente a permanência na Série B? Isso é motivo de comemoração?
Penso que o mais correto seria o torcedor azurra ir até a Ressacada, torcer e vibrar junto com a equipe até o apito final do árbitro. Mas, encerrado o jogo, concretizada a condição de participante da Série B em 2008, já deveriam começar os protestos. Cobrança pra cima da diretoria, aplausos para os jogadores que o torcedor entende como bons para permanecer no clube e vaias para aqueles que devem ir embora.
No entanto, parece que estou vendo o pessoal se enganando. Indo pra Beira-mar Norte comemorar a permanência na Série B como um título. Uma coisa é estar na série C e subir pra B. Isso merece comemoração, festa, carreata, passeio em carro do Corpo de Bombeiros e o escambau. Mas, estando na série B, tem que brigar pelo acesso à serie A. Não brigar para não retornar à série C.
Primeira distorção!
Depois de ver as muitas camisas e bandeiras do Avaí, fui tomar uma média com leite em uma padaria na Avenida Lédio Martins, a Central do Kobrasol. O café e o sanduíche de queijo e presunto estavam uma delícia, mas a cena que eu presenciei foi deplorável...
Uma viatura da Polícia Militar estava estacionada em frente a padaria. Enquanto isso, dois PM's estavam fazendo o seu lanche. Eu comentei com a minha namorada que o pessoal da PM não tinha a ficha com o valor do que estava consumindo para o pagamento. Enganei-me, porque, quando levantaram eles tiraram a ficha do bolso e se dirigiram ao caixa. Aí é que vem a pior parte da estória. O proprietário da padaria fez questão de não cobrar dos PM's.
Alguém sabe me dizer por que disso?
Eu sei.
Porque, se o proprietário cobrar, eles (os PM's) não irão mais aparecer ali, e conseqüentemente a padaria ficará desguarnecida da segurança da Polícia.
Tem cabimento isso?
Segunda distorção!
E eu que achava que o filme Tropa de Elite era uma mentira só...
Não tem nada de mentira.
A verdade é que somos todos corruptos, ou corruptores.
Não sabe qual a diferença?
Compra um dicionário e vai aprender a não se corromper e a não procurar corromper os outros.
Abraço indignado.
Bruno César
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quinta-feira, novembro 22, 2007
Doente sim, e daí?
No início desta semana, pra ser mais preciso na segunda-feira, senti uma dor de garganta daquelas. A garganta já estava arranhando pela manhã, quando fui trabalhar na rádio. Graças a Deus consegui realizar o meu trampo lá na boa. Almocei, vim até em casa, peguei meu carro e fui para o meu trabalho na Câmara. Putz! Lá parece que o troço veio com os dois pés... Fiquei ruim e bem ruim. Graças a sensibilidade do meu chefe na Assessoria de Comunicação da Câmara, o Jura, fui dispensado. Fui direto e reto pra casa, pra ser mais exato: pra cama!!
Minha garganta resolveu fechar por completo, fiquei muito ruim. Acho que deu febre e tudo.
No entanto, na terça pela manhã acordei e fui pra rádio. Já sabendo que não teria a mínima condição de trabalhar. Imagina: a noite inteira com febre, gripe bombando, garganta fechada. Como trabalhar com a voz? Simplesmente impossível.
Cheguei na rádio, conversei com o pessoal, inclusive com a Carol, a "chefe" de redação. Ela fez um tipo de quem parece estar achando que eu estava fazendo corpo mole. Aquela cara de "você parece tão bem!". Não dei bola à ela. Falei com a Miri e disse que iria ao médico, que não me esperasse pois não voltaria na terça e nem na quarta. Possivelmente ficaria a semana toda fora em virtude do "pianço" em que eu me encontrava. Ela me deu força, e disse pra ir tranquilo que ela seguraria as pontas.
Fui direto ao médico. Consultei. Ah, depois de ficar por aproximadamente duas horas esperando... O médico deu dois dias de atestado, falou pra ingerir bastante líquido, tomar um antibiótico lá e repousar o máximo possível. Foi o que fiz. Fui pra cama. Fiquei na cama a terça-feira inteira e também a quarta.
Hoje pela manhã (quinta-feira) imaginei que estaria melhor. Ledo engano.
Acordei num bagaço, a garganta já está melhor. Mas estou tossindo mais que cachorro de rua no Alasca. Fora a tosse ainda tem uma dor de cabeça que insiste em não passar.
Fui ao médico novamente, aquele de terça... Ele disse que meu pulmão estava ainda mais barulhento, que era melhor consultar um especialista. Marquei o especialista pra tarde. Avisei na rádio e na Câmara que não tinha condições de trabalhar. Por incrível que pareça, na Câmara todos me apoiaram no sentido de me curar por completo, pra poder voltar a todo gás depois. Na rádio... parece que to vendo o pessoal me corneteando por lá, falando em corpo mole, nisso e aquilo. Como as coisas que fizemos na rádio pouco tem repercussão, imagino que meu simples blog ninguém lê mesmo... Então, àqueles que estão achando que estou fazendo corpo mole, deixo aqui um recado: Vão esfregar seus cús nas ostras!!
O especialista é um senhor de idade, parece ter uns 90 anos. Mas transmite uma experiência e um conhecimento grande de causa (pulmões e cia).
Fez um monte de perguntas e depois me examinou. Disse que meus brônquios (não sei se é assim que escreve) estão feios. To com os pulmões com um chiado considerável. Pediu um exame que fiz ali mesmo na Clínica Respirar (ótima por sinal). Este exame identificou que tenho Asma (!?). Pensei que esta doença nem existisse mais, em todos os casos. O médico disse que devo estar com princípio de pneumonia, solicitou um raio X de tórax. Fiz este exame e aproveitei para bater uma chapa da face, pois também devo estar com sinusite (esta já tenho a tempo, e é a resposta da dor de cabeça que não passa de jeito algum).
Pois bem, o especialista disse que eu preciso de muito, mas muito repouso.
Eu falei pra ele que não tinha ido trabalhar no dia de hoje (quinta) e que precisaria de um atestado. Falei que era bem provável que eu fosse escalado para trabalhar na Ressacada no sábado, pois tem jogo do Avaí.
Ele, sem pestanejar perguntou: - 5 dias de atestado é suficiente, posso dar até 15!
Sinceramente fiquei surpreso e perguntei à ele se havia necessidade de ficar tanto tempo parado.
Ele olhou bem sério em meus olhos e disse: - Filho, você quer se dar bem na vida como repórter, certo?
Eu disse: é claro Doutor!
Ele: Pois trate de cuidar bem de seus pulmões, caso contrário você terá uma aposentadoria por invalidez antes mesmo de começar a sua carreira!
Aquilo deixou-me realmente apreensivo. Aposentadoria? Invalidez?
Não né.
Em todos os casos, vou cuidar bem dos meus pulmões e da minha saúde.
Estou doente sim, e daí?
Abraço.
Bruno César
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terça-feira, novembro 13, 2007
Tolerância Zero.
Ultimamente tenho me sentido exatamente como o personagem do Francisco Millani no Zorra Total, programa da Rede Globo de TV. Pra tudo me irrito. Fico P. da vida com algumas estupidez do dia-a-dia. Mas, o mais interessante é que pouco tenho feito para corrigir as minhas próprias estupidez.
A vida de um jovem de 28 anos, repórter de rádio e tv é cheia de dificuldades, assim como de qualquer cidadão que procura viver a vida honestamente nos dias de hoje.
Acontece que, ao tentar ser um jornalista (não sou, apenas tento, pois não tenho o diploma...) decente eu busco me informar da melhor maneira possível de todos os assuntos possíveis.
Leio tudo que é tipo de jornal, notícias, artigos, internet, bula de remédio, jornal de bairro, informativos...
Além disso, como trabalho em rádio, ouço muito rádio. Todas as emissoras, obviamente que dando prioridade para aquelas que têm notícias.
Aqui em Florianópolis e região temos duas emissoras de rádio com programação voltada para o jornalismo e a informação.
Aconteçe que, quando uma pauta é encaminhada para que eu realize a cobertura, é 99,9% certo que serei eu quem trarei as informações acerca daquele assunto na minha emissora. Por motivos óbvios procuro deixar o meu rádio sintonizado na "concorrente", pois esta sim poderá trazer informações diferentes daquilo que eu estou a informar.
Aí é que está, apesar de eu achar isso altamente óbvio, alguns colegas de trabalho acham que estou completamente equivocado. Tem uns que dizem que estou louco para trabalhar na concorrente.
Isso chega a ser uma indecência.
Primeiro que eu brigo pelo meu local de trabalho, só que preciso que o meu local de trabalho ao menos esteja disposto a discutir por mim.
Não posso dar o sangue para defender algo que não está nem aí por mim, ou pior, não está nem aí para ele próprio (meu local de trabalho).
O pior é que começei a perceber que este é um problema de todos os locais de trabalho.
As pessoas que estão à frente dos negócios, das empresas, dos empreendimentos, não estão nem aí para seus funcionários, mas, tem gente que ao menos se importa com o seu negócio.
Diante destes "pequenos problemas" comecei a ficar totalmente tolerância zero.
Como é que vou aceitar alguém me dando palpites sobre o meu trabalho se essa pessoa não entende bulhufas do que estou a fazer.
É mais ou menos a mesma coisa que eu querer dizer pra um piloto da Nasa como ele deve fazer para tirar a geringonça da espaçonave do chão (!?).
Como é que não vou ficar perturbado e irritado quando atitudes impensadas de alguns dos meus superiores, ou até mesmo colegas de trabalho, acabam por comprometer por completo o meu trabalho?
Fico pensando: quando é que irei ter tranquilidade para desenvolver o meu trabalho?
Quando é que as pessoas vão se ligar das obveidades?
Ninguém vai fazer nada por nós mesmos... Precisamos fazer valer aquilo que pensamos e sentimos... Mas isso quem faz, somos nós, não os outros.
Você acha que alguém vai reconhecer o teu trabalho?
Não vai não!
Só mesmo você fazendo o melhor do melhor a cada dia para que, um dia, alguém pare e diga: olha, hoje você foi bem...
Não vai passar disso, meu amigo.
Agora, queria fazer uma indagação...
Você sabe o que é o pior de tudo isso que eu escrevi até agora?
É que, apesar de saber de tudo isso, eu acabo esperando um reconhecimento todos os dias, toda hora...
E ele não vem... e nem virá!
Abraço.
Bruno César
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sexta-feira, março 23, 2007
Idas e vindas de uma carreira de insucesso.
Desde pequeno lembro-me que, nas brincadeiras com colegas de infância, nos papos com minha família, sempre afirmei que gostaria de ser jornalista. Na verdade, o sonho maior era apresentar o Jornal Nacional (quanta pretenção!). No decorrer de minha vida, acontecimentos fizeram este sonho ficar distante de uma realidade. Ainda jovem, com 17 anos, comecei a trabalhar em um provedor de acesso à internet. Naquela época o acesso era discado, com muitos problemas e dificuldades. Tive oportunidade de aprender muito sobre informática. Funcionamento das máquinas, conexão com internet, confecção de websites, etc. Assim, dos 17 aos 21 anos, minha vida voltou-se para a informática e suas maravilhas. Trabalhei em outros 2 provedores de acesso à internet, revenda de micro-computadores, empresa de roupas com grande rede de computadores, enfim, rodei bastante pelos meandros da informática. Cheguei até a cursar Ciências da Computação na UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí.
Preciso aqui fazer um parenteses para dizer que o caminho por mim escolhido dentro dos diversos ramos da informática, não foi o mais correto. Muitos amigos que trabalharam comigo, muitos com menor experiência que a minha, optaram pelo lado da inteligência, enquanto eu fui para o lado do trabalho pesado. Explico: eu fiquei na instalação, manutenção, suporte. Meus amigos foram para o desenvolvimento. Construção de programas, sites para internet, soluções diversas. Tudo sentadinhos em frente ao PC desenvolvendo ferramentas e soluções que custam uma nota preta. Enquanto eu, ficava todo sujo, suado, correndo pra lá e pra cá para fazer as máquinas funcionarem. Resumindo, muitos amigos meus hoje estão em suas carreiras de sucesso, razoávelmente bem na parte financeira, alguns até com uma boa estabilidade. Eu? Calma, muita calma nessa hora...
Resolvi abandonar tudo que tinha feito dos 17 aos 21 anos na minha cidade, para aventurar-me na Califórnia, mais precisamente em San Diego. Junto de alguns colegas fui pra lá "de mala e prancha" (cuia é coisa de gaúcho, certo?). Fiquei 8 meses em território norte-americano. Trabalhei duro lavando pratos e depois em uma lavanderia de roupas. Conquistei algumas coisas por lá, como o respeito (!?) de alguns que muito falavam da minha pessoa aqui no Brasil. Inclusive conquistei também o respeito dos colegas que comigo dividiam um apartamento de dois quartos, sala, cozinha e banheiro em PB - Pacific Beach. Hoje, lembro-me com saudades dos dias que estive no Pacífico. Surf, trabalho sem resposabilidade, cerveja e "outras cositas más". Minha única preocupação por lá era ter emprego que me possibilitasse ganhar dinheiro para pagar o aluguel, as contas da casa e não ter que voltar para o Brasil com uma mão na frente outra atrás.
Bem, eis que a saudade era tanta que resolvi voltar pra casa. Barreiros sempre foi o meu lugar. Aqui tenho meus amigos, minha família, tudo. Vim com o pensamento em terminar a faculdade de Computação, retomar minha atividade como "garoto informática". Eis que, aquele sonho a muito esquecido, voltou à bater em minha porta: o jornalismo!
Resolvi largar a faculdade de Computação e ingressei no jornalismo na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. Curiosamente, esta faculdade está instalda em um terreno em que, por muitas vezes, ocupei soltando pipa entre outras brincadeiras quando criança. Cursei 3 fases nesta faculdade, isto porque, ainda na segunda fase fui trabalhar em uma Rádio aqui em Floripa. A "Rádio Santa Catarina - Jovem Pan Sat". A antiga Rádio Santa Catarina havia sido arrendada e incluída na rede Jovem Pan. Uns amigos montaram uma equipe de esportes e eu candidatei-me a uma das vagas como repórter. Como lá ninguém pagava nada e eu estava disposto a trabalhar de graça, emplaquei no "trabalho". Uma das minhas características diante das coisas que gosto de fazer é fazer bem feito. Confesso que sou um pouco relaxado, mas quando eu gosto de algo, eu gosto pra valer! Com o rádio foi assim. Mesmo sem salário, procurei fazer o meu melhor. Trabalhei como repórter setorista do Figueirense por 4 meses e, em seguida, mais 4 meses no Avaí. A experiência adquirida naquela época valeu mais do que qualquer salário. Conheci o mundo do rádio, os bastidores do futebol, profissionais que eu conhecia apenas a voz passaram a ser meus amigos. Eu estava dentro. No entanto a Rádio SC não vingou, o esporte foi o primeiro a ser fechado e, surpreendentemente, eu estava fora! :-(
Fiquei afastado do rádio por um ano. Voltei pra faculdade, fiz umas matérias com pouco êxito, e, como não queria ficar parado, fui trabalhar com um político. O cara não era nem meu conhecido. Na verdade nunca fui com a dele, uma certa vez pisou na bola comigo e eu guardei aquilo pra sempre. Eis que um amigo em comum me colocou frente a frente com este político. Ficamos amigos, ele tem me ajudado muito desde então. Na oportunidade - desempregado depois de sair da rádio - acertei de ajudar na campanha à vereador naquilo que ele julgasse necessário. Assim foi. Participei da campanha, ele se reelegeu e eu passei a ser uma espécie de assessor do cara. Trabalhei na prefeitura, no gabinete da câmara até que, em setembro de 2005 fui chamado na Rádio Guarujá para uma entrevista de emprego.
Aquilo parecia que não estava acontecendo comigo. A Guarujá sempre foi minha rádio preferida, e eu estava tendo a chance de poder trabalhar nos 1420 AM. Acontece que, naquela oportunidade, não deu certo a minha ida pra lá. Acabei ficando na Câmara por mais um tempo. Eis que, em janeiro de 2006 fui novamente chamado na Guarujá, desta vez para ser contratado. Iniciei como repórter do jornalismo geral, participando das jornadas esportivas cobrindo times visitantes (adversários de Avaí ou Figueirense), reportagem na torcida. Mas, minha intenção sempre foi ser repórter setorista de Avaí ou Figueirense. Eis que, diante de uma gripe violenta que abateu o meu colega de profissão e amigo Polidoro Jr., o Paulo Branchi, gerente de esportes da Guarujá, me convocou para cobrir o Poli enquanto ele estivesse no departamento médico. Lembro que participei pela primeira vez como setorista no Papo de Bola da manhã - tradicional programa de esportes da rádio que vai ao ar de segunda a sexta as 10:30. Depois daquilo o Paulo Branchi e o Fábio Comelli resolveram que o Polidoro passaria a apresentar um programa na rádio e me convidaram para ser repórter setorista. Crédo, aquilo nem estava acontecendo... Fiz um certo charme, porque ainda estava trabalhando na Câmara durante um período e no outro na rádio. Mas, obviamente aceitei e passei a ser o repórter setorista da rádio Guarujá no Figueirense Futebol Clube.
Acho que no início eu era terrível, recebi muitas críticas, inclusive alguns ouvintes queriam que eu saísse e que o Polidoro pudesse retornar. Acabei ficando. Passei um ano como repórter setorista e, acredito piamente, ter melhorado muito. Por fim já colecionava alguns elogios, pessoas que me conheciam ficavam felizes de estar falando com o "Repórter Bruno César", isso muito me orgulhava. Ah, por falar em orgulho, este deve ser um ponto positivo de minha breve carreira. Em momento algum subiu-me à cabeça o fato de ser repórter, de trabalhar em uma rádio como a Guarujá - a mais tradicional do esporte em Santa Catarina.
Eis que, no fim de 2006, antes mesmo de completar um ano de rádio, fiquei sabendo que não era mais do interesse do Paulo Branchi manter-me como setorista. Aquilo foi como uma apunhalada pelas costas. Não esperava aquilo. Fiquei muito abatido, mas segui em frente realizando meu trabalho, já no Avaí. No final do mês de janeiro veio a confirmação: eu não era mais repórter setorista da rádio. A intenção do Paulo era que eu voltasse a fazer reportagem geral e participasse das transmissões cobrindo os visitantes. Aquilo eu não queria, não aceitei e resolvi sair da Rádio. Menos de um mês se passou, outros colegas deixaram a Guarujá e fui chamado de volta. Mas, eu já havia retornado para a Câmara, novamente acolhido pelo meu amigo político, Vereador Edio Osvaldo Vieira. Pensei bem e não quis voltar a trabalhar na rádio.
Hoje trabalho na assessoria de imprensa da Câmara, comando o cerimonial de algumas sessões especiais promovidas pela Câmara, serei o repórter da TV Câmara assim que ela iniciar suas atividades e, além disso, sigo como freelancer na Rádio Guarujá, alimentando o sonho de trabalhar no rádio, não como eu gostaria, mas...
A vida é assim né?
Um dia se ganha, outro se perde.
Estou até agora esperando o dia que vou realmente ganhar!
Até lá, sigo sonhando em ser um repórter setorista de Figueirense ou Avaí, em definitivo, sem sombras, sem medo!
Bruno César
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