Capital da tranqueira
O trânsito na Capital do Estado de Santa Catarina – Florianópolis – e suas redondezas está merecendo um estudo e um planejamento imediato não é de hoje.
As pessoas têm reclamado constantemente do transporte coletivo, reclamam da malha viária, reclamam, reclamam e reclamam.
Quero ir na contra-mão da grande maioria para colocar a minha opinião sobre o assunto.
Já diz uma das leis da física que “para toda ação, existe uma reação”.
Pois bem. Pensando a partir deste grandioso pensamento, analisemos:
Ao sairmos de nossas casas para trabalhar no centro da cidade (Floripa) com nossos carros, por que não procuramos um rodízio com nossos colegas de empresa para que possamos deixar ao menos dois carros em casa por dia. Quando me desloco pelas manhãs para o centro, de ônibus, percebo que a grande maioria dos veículos trafega com no máximo 2 pessoas a bordo. Desta forma será realmente impossível termos ruas e estradas capazes de suportar a demanda de automóveis. Tenho conhecimento que, por mês, são aproximadamente 2 mil novos carros rodando nas ruas de Florianópolis e região. Agora imaginem, onde vamos parar? O rodízio que hoje existe em São Paulo deverá tornar-se realidade para nós manezinhos logo, logo. Outro ponto. As ações e manobras realizadas no trânsito também têm complicado ainda mais aquilo que já está próximo do caos completo.
Recentemente estive no Rio de Janeiro e percebi que os cariocas jamais conduzem seus veículos com velocidade inferior aquela estabelecida pela sinalização de trânsito. Ou seja, onde a placa informa 40Km/h, andam a 40 e pronto. 80km/h, andam a 80. Aqui em Floripa isso não acontece. As pessoas acham que todo dia é domingo, só pode. Tem nego andando a 40km/h quando a placa diz que a velocidade é de 80km/h. Você está dizendo: Bruno, seu animal de teta, a velocidade máxima é 80, não é pra andar necessariamente a 80.
Muito bem, só que o fato de andarmos abaixo dos 80km/h é que complica tudo. Vai trancando aqui e ali e quando menos percebemos está tudo engarrafado.
Até fugi do que estava pensando...
Falava das manobras. O que tem de gente parando em via rápida para fazer uns retornos totalmente descabidos, é uma grandeza. Além disso os caras não entendem que, para cada uma das manobras realizadas por eles, implicará em uma reação em outros veículos, outras pessoas e no trânsito de maneira geral.
Portanto, cheguei a conclusão que é muito fácil ficarmos atirando pedras nos governantes por não trazerem soluções para o problema do transito na nossa cidade. O difícil é procurarmos as soluções e o que é ainda pior, é muito, mas muito ruim mesmo, conseguirmos mudar nossos hábitos para que tenhamos uma situação melhor no transito da capital do estado.
Eu já estou começando a usar a minha bicicleta e você?
Até a próxima.
Bruno César
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Postado por
Bruno César
às
10:54
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3 comentários:
Bruno, mensalmente são colocados em cerculação 2800 veículos novos em São José, Palhoça, Biguaçu e Florinópolis. Tua proposta depende do coletivo. Depende da posição de todos o que covenhamos é para o momento meio utópico. Todavia é uma proposta. Queria apresentar a minha. Nós precisamos é de um projeto de transporte coletivo que atenda ao princípio do "coletivo" e seja uma política de Estado. Senão vejamos:
1 - Transporte coletivo que atenda as principais artérias da cidade;
2 - Transporte coletivo que sendo terceirizado, seja subsidiado pelo município, ou Estado, como queiram;
3 - Tarifa social;(quem mora perto paga mais do que os que moram longe);
4 - Criação do Fundo municipal do transporte, para que sejam alocados recursos para financiar o subsídio ao transporte coletivo;
5 - Pedágio urbano, como já acontece em Londres. Quem quer ter o conforto de ir de carro para o trabalho ou fazer compras, que pague um pedágio. Recursos que se destinarão a manutenção do sistema de transporte coletivo.
Resultado: Na tua rua deve passar um ônibus de 30 em 30 seg., para que te levem no teu trabalho. Ex: Um ônibus que passe da rua Moura e em frente da Câmara. Se for deficitária, o Município cobre!
Bem, salvo mais explicações é uma proposta que queiramos ou não, já existe em grandes cidades do mundo. Se um dia vamos ser grandes, comecemos a nós acostumar com os métodos delas.
Abraços
Bruno, em meu cmentário, onde se lê "de 30 em 30 seg", leia-se "de 30 em 30 min"
Amigo...
Bicicleta não pq não tenho uma... hehehe, mas que ando de carona ou dou carona pra um amigo ou coisa assim isso já venho fazendo. E eu sou muito esquentadinha no trânsito, mas com razão! Concordo totalmente contigo quando dizes que tem nego andando a 40km/h quando a placa diz que a velocidade é de 80km/h. Meu pai é um desses, e tu acha que eu já não disse tudo isso pra ele? Milhares de vezes... Vamos chegar a um ponto que não vamos mais sair de casa... A chegada da TV Digital já é um motivo pra população não sair de casa... comprar, pagar, trabalhar, sem sair de casa!!! Vai ter neguinho aumentando de peso, problemas de sáude... enfim... esse já é um outro assunto, mas que vai ser uma revolução, isso vai!! Não sei se isso vai ser bom ou ruim... O que tu acha?
Mas a vida segue meu amigo, e enquanto as pessoas não tomarem consciência da situação em que estamos, nossa Floripa vai afundar de tantos carros!!
Um beijo!!
Telinha!!
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