segunda-feira, dezembro 17, 2007

O imprescindível e o fundamental

O mundo moderno e a competitividade estabelecida em todos os níveis da sociedade me fizeram refletir sobre algo que me parece bastante interessante.
Você saberia estabelecer diferenças cruciais entre o imprescindível e o fundamental? Pois bem, começamos pelo imprescindível.
Podemos estabelecer como imprescindível aquilo que se faz como extremamente importante para a manutenção de uma rotina satisfatória. Exemplo: a secretária executiva é uma pessoa imprescindível para o desenvolvimento de um bom trabalho para o executivo, diretor, etc. Mas, seria ela fundamental para tal? Logo mais tentarei colocar meu ponto de vista sobre o que é fundamental.
No meu local de trabalho vejo muitas pessoas imprescindíveis para o funcionamento das atividades desenvolvidas. Existem pessoas que se esmeram muito em suas atividades, outras que deixam a desejar e algumas totalmente descartáveis. No entanto existem alguns que parecem ser dispensáveis, pouco aparecem mas, quando aparecem, aí sim, fazem a diferença.
No futebol temos exemplos claríssimos disso.
Vou me ater apenas à seleção brasileira, pois esta tem exemplos clássicos do que estou falando aqui.
Em 1994 quando conquistamos o tetra, aponto o Dunga como o imprescindível.
Além da sua liderança, era o cara que jogava feio, mas que trazia resultados.
Ou não?
Passamos então ao fundamental...
Para não fugirmos do futebol e da copa dos EUA deixo no ar: quem foi o cara fundamental para aquela conquista? Tá fácil...

Já no universo trabalhista vejo inúmeras pessoas pra lá e pra cá apenas fingindo trabalhar.
Tem gente que se faz onipresente para então se mostrar eficiente, quando não passa de um trapalhão. Presença não significa competência.
Tem outras que pouco aparecem, mas, quando aparecem, aí sim, fazem a real diferença.
Eu conheço um cara, que trabalha no CPD ou CTI (Centro de tecnologia da informação) de uma grande rede de lojas aqui de Floripa. O cara parece que não faz absolutamente nada, muitas vezes parece que vai esfolar o saco, de tanto que fica de bobeira dentro da central. No entanto, quando o bicho pega, ele detona. Tem nego que chega a ficar de cabelo em pé diante de situações que poderiam deixar a tal rede de lojas sem vender uma meia sequer, no entanto o cara entra em ação e, de forma instantânea, coloca tudo em cima novamente.
É aí que está a diferença.
Você pode ser um cara imprescindível, como o Dunga, mas o Romário é fundamental.
Você também pode me dizer que sem um o outro não teria sucesso.
Eu respondo: no caso do futebol sim, mas no meu universo trabalhista, não!
Por isso, tento ser fundamental, pois, de imprescindíveis, o mercado está cheio!

Abraço.

Bruno César

Um comentário:

Unknown disse...

Caro Bruno, em relação a 1994 fico pensando no que as pessoas falariam se a Seleção perdesse nos penaltis, já que a disputa de penais não reflete o melhor futebol durante os 90 minutos.
O Dunga seria o derrotado de 1990, o Romário seria o cara que esbarrou na marcação dos italianos (igual a geração de 82),acabaria naquele momento as Eras Zagallo e Parreira. E, para completar, o Taffarel (fundamental ou imprescindível?) seria execrado!
Penso que o fudamental mesmo em 1994, foi a determinação da equipe em conquistar a Copa. Todo mundo remando para o mesmo lado!Nunca ví jogadores brasileiros em um banco de reservas vibrarem tanto como na Copa de 94!
Abs
Newton