segunda-feira, dezembro 24, 2007

Capital da tranqueira

O trânsito na Capital do Estado de Santa Catarina – Florianópolis – e suas redondezas está merecendo um estudo e um planejamento imediato não é de hoje.
As pessoas têm reclamado constantemente do transporte coletivo, reclamam da malha viária, reclamam, reclamam e reclamam.
Quero ir na contra-mão da grande maioria para colocar a minha opinião sobre o assunto.
Já diz uma das leis da física que “para toda ação, existe uma reação”.
Pois bem. Pensando a partir deste grandioso pensamento, analisemos:
Ao sairmos de nossas casas para trabalhar no centro da cidade (Floripa) com nossos carros, por que não procuramos um rodízio com nossos colegas de empresa para que possamos deixar ao menos dois carros em casa por dia. Quando me desloco pelas manhãs para o centro, de ônibus, percebo que a grande maioria dos veículos trafega com no máximo 2 pessoas a bordo. Desta forma será realmente impossível termos ruas e estradas capazes de suportar a demanda de automóveis. Tenho conhecimento que, por mês, são aproximadamente 2 mil novos carros rodando nas ruas de Florianópolis e região. Agora imaginem, onde vamos parar? O rodízio que hoje existe em São Paulo deverá tornar-se realidade para nós manezinhos logo, logo. Outro ponto. As ações e manobras realizadas no trânsito também têm complicado ainda mais aquilo que já está próximo do caos completo.
Recentemente estive no Rio de Janeiro e percebi que os cariocas jamais conduzem seus veículos com velocidade inferior aquela estabelecida pela sinalização de trânsito. Ou seja, onde a placa informa 40Km/h, andam a 40 e pronto. 80km/h, andam a 80. Aqui em Floripa isso não acontece. As pessoas acham que todo dia é domingo, só pode. Tem nego andando a 40km/h quando a placa diz que a velocidade é de 80km/h. Você está dizendo: Bruno, seu animal de teta, a velocidade máxima é 80, não é pra andar necessariamente a 80.
Muito bem, só que o fato de andarmos abaixo dos 80km/h é que complica tudo. Vai trancando aqui e ali e quando menos percebemos está tudo engarrafado.
Até fugi do que estava pensando...
Falava das manobras. O que tem de gente parando em via rápida para fazer uns retornos totalmente descabidos, é uma grandeza. Além disso os caras não entendem que, para cada uma das manobras realizadas por eles, implicará em uma reação em outros veículos, outras pessoas e no trânsito de maneira geral.
Portanto, cheguei a conclusão que é muito fácil ficarmos atirando pedras nos governantes por não trazerem soluções para o problema do transito na nossa cidade. O difícil é procurarmos as soluções e o que é ainda pior, é muito, mas muito ruim mesmo, conseguirmos mudar nossos hábitos para que tenhamos uma situação melhor no transito da capital do estado.
Eu já estou começando a usar a minha bicicleta e você?

Até a próxima.

Bruno César

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Curtinhas

O final de semana mostrou um pouco do que será o verão em SC.
Ótimos dias, praias bombando e as estradas matando!

Depois que a CPMF se foi, o que virá para pagarmos, com desconto em conta corrente, em 2008?

O asfalto já existia no ano passado, mas o movimento nas praias do sul da Palhoça - Sonho, Ponta do Papagaio, Pinheira e Guarda do Embaú - deve ser algo surpreendente neste verão.

O restarante Rappa Nui na Pinheira tem nova administração. O atendimento melhorou muito e a qualidade do rango permanece, se é que não está ainda melhor.

As pizzas da Rupestre são algo fora do comum. Se você for até a Pinheira não deixe de experimentar a de Rúcula!

Perguntar não ofende: como é que o motorista que sai do asfalto para pegar o paralelepípedo, ali na esquina do Posto de Gasolina, vai ver o fluxo à sua esquerda com aquela placa da prefeitura de Palhoça onde ela está?

Eu adoro a Pinheira. Grande parte da minha vida foi passada ali, hoje estou redescobrindo a felicidade buscando passar o maior tempo possível neste lugar. Junto da natureza, dos meus verdadeiros amigos e das ondas que me fizeram descobrir o surf!

A rádio não faz mais parte da minha vida. Ao menos momentaneamente. Pedi demissão, vou cuidar um pouco de mim. Da minha saúde. Ano que vem retorno para a faculdade. Com o diploma em mãos, tudo será diferente.

Plageando o Renato Aragão (éca!): aguarde e confie!

O imprescindível e o fundamental

O mundo moderno e a competitividade estabelecida em todos os níveis da sociedade me fizeram refletir sobre algo que me parece bastante interessante.
Você saberia estabelecer diferenças cruciais entre o imprescindível e o fundamental? Pois bem, começamos pelo imprescindível.
Podemos estabelecer como imprescindível aquilo que se faz como extremamente importante para a manutenção de uma rotina satisfatória. Exemplo: a secretária executiva é uma pessoa imprescindível para o desenvolvimento de um bom trabalho para o executivo, diretor, etc. Mas, seria ela fundamental para tal? Logo mais tentarei colocar meu ponto de vista sobre o que é fundamental.
No meu local de trabalho vejo muitas pessoas imprescindíveis para o funcionamento das atividades desenvolvidas. Existem pessoas que se esmeram muito em suas atividades, outras que deixam a desejar e algumas totalmente descartáveis. No entanto existem alguns que parecem ser dispensáveis, pouco aparecem mas, quando aparecem, aí sim, fazem a diferença.
No futebol temos exemplos claríssimos disso.
Vou me ater apenas à seleção brasileira, pois esta tem exemplos clássicos do que estou falando aqui.
Em 1994 quando conquistamos o tetra, aponto o Dunga como o imprescindível.
Além da sua liderança, era o cara que jogava feio, mas que trazia resultados.
Ou não?
Passamos então ao fundamental...
Para não fugirmos do futebol e da copa dos EUA deixo no ar: quem foi o cara fundamental para aquela conquista? Tá fácil...

Já no universo trabalhista vejo inúmeras pessoas pra lá e pra cá apenas fingindo trabalhar.
Tem gente que se faz onipresente para então se mostrar eficiente, quando não passa de um trapalhão. Presença não significa competência.
Tem outras que pouco aparecem, mas, quando aparecem, aí sim, fazem a real diferença.
Eu conheço um cara, que trabalha no CPD ou CTI (Centro de tecnologia da informação) de uma grande rede de lojas aqui de Floripa. O cara parece que não faz absolutamente nada, muitas vezes parece que vai esfolar o saco, de tanto que fica de bobeira dentro da central. No entanto, quando o bicho pega, ele detona. Tem nego que chega a ficar de cabelo em pé diante de situações que poderiam deixar a tal rede de lojas sem vender uma meia sequer, no entanto o cara entra em ação e, de forma instantânea, coloca tudo em cima novamente.
É aí que está a diferença.
Você pode ser um cara imprescindível, como o Dunga, mas o Romário é fundamental.
Você também pode me dizer que sem um o outro não teria sucesso.
Eu respondo: no caso do futebol sim, mas no meu universo trabalhista, não!
Por isso, tento ser fundamental, pois, de imprescindíveis, o mercado está cheio!

Abraço.

Bruno César

quinta-feira, dezembro 13, 2007

O negócio é se dar bem

Primeiro, quero pedir desculpas àqueles que têm acessado diariamente o blog, fiquei apático por praticamente duas semanas. Coisas de alguns problemas particulares, correria do dia-a-dia, etc e tals.

Hoje quero falar da corrida em busca pela tal felicidade.

Percebo que muitas pessoas estão, cada vez mais, deixando de lado os seus ideiais para poderem se dar bem na vida.

Isso, há um tempo atrás era meio que uma exclusividade da classe política.

Ao menos era o que ouviamos falar.

No entanto, depois que eu vi o João Gordo apresentando programete na MTV eu percebi que o mundo estava realmente virado num alho.

Eu cresci com uma boa educação.

Meus pais sempre me deram muito carinho, apoio nos estudos, um bom lar, boa casa, emfim.

E, desde cedo, meu pai dava mostras claras para mim, como criança, que o importante para um homem é saber o que quer na vida.

No entanto, meu pai nunca incentivou-me a "fazer de tudo para me dar bem".

Nos lugares onde trabalhei até hoje - e olha que não foram poucos - sempre percebi uma ou outra pessoa querendo tirar vantagem sobre o companheiro de trabalho.

Hoje, como profissional da mídia que sou, as coisas se agravaram.

O mundo do jornalismo, principalmente o esportivo, é cheio de trairagem.

Nego querendo te derrubar direto.

Chegam ao cúmulo de disputar uma informação com o próprio companheiro de equipe.

Já vi nego colocando furo em jornal impresso, enquanto trabalha em rádio que tem setorista no clube.

Uma simples ligação e a notícia já vira fato nas ondas do rádio. "Não, tenho que ficar com o mérito, eu sou o bom!"

Eis que fui obrigado a parar pra pensar no que tenho feito nos últimos tempos.

Meu gosto pelo jornalismo não é de hoje.

Mas o jornalismo está podre.

Tem muita gente fazendo jornalismo que sequer sabe o que é e o que não é notícia.

Tem gente fazendo rádio pautado em jornal.

Tem gente fazendo jornal copiando notícias da internet.

Tem gente com blog na internet achando-se "o cara" (pelo amor de Deus, eu não!!!!).

Tem gente que mete a boca na latinha, escreve em um site fuleiro, trabalha num jornal de bairro e já se apresenta pros outros como "jornalista".

O termo jornalista precisa ser muito bem avaliado.

O jornalista tem uma função social.

O jornalista precisa ter responsabilidade diante daquilo que está informando.

Eu sou estudante de jornalismo, graças a Deus vou retomar meus estudos no próximo semestre e agora só paro quando tiver com a porra do diploma em mãos.

Mas, enquanto estudante, já começei a exercer uma atividade no rádio, escrevi para jornais, sou assessor de imprensa em um órgão público, participo de uma TV no mesmo local (público).

Tudo isso porque eu acho importante a pessoa estar envolvida, adquirir experiência.

Mas, a experiência que estou adquirindo está me desanimando.

Vejo as pessoas fazendo as coisas erradas e o pior de tudo é que elas sabem que estão fazendo errado, no entanto, como estão se dando bem, prosseguem com o erro.

Isso é terrível.

Se eu tiver que usar alguém de escada para subir na vida, eu prefiro morrer como mendigo de rua.

Será que as pessoas não percebem o mal que estão fazendo para si próprias?

O que eu escrevi anteriormente, sobre o Corinthians, rebaixamento, etc e tals, gerou polêmica.

Recebi muitos e-mails sobre.

Gente dizendo que eu estava sendo muito radical ao dizer que os sentimentos do futebol estão se transferindo para a vida. Queria que me provassem o contrário.

Estamos todos vivendo de faz de conta.

Do "não é comigo".

Será que ao levarmos vantagem sobre algo, ou alguém, não pensamos nas conseqüências que isso pode ter para a pessoa que foi lesada?

Não!

Só pensamos no efeito que gerou para nós.

Será que não vamos nunca pensar no outro?

Eu deveria ter ficado sem escrever mesmo....

Tá loco.

Bruno César