quinta-feira, dezembro 01, 2005

Hipocrisia: terrorismo pessoal.

Estive pensando: qual seria o grande mal da humanidade?

Fala-se da AIDS, das drogas, do terrorismo, do cigarro, alcoolismo, etc.
Será mesmo que esses seriam os grandes males da humanidade?
Pensem comigo: normalmente o cara que tem AIDS fala mal do vizinho que, apesar de ser um pai de família, ter um bom emprego, vira e mexe está no bar da esquina “comendo” umas cachaças. Esquece o aidético que antes de contrair o terrível HIV ele próprio andava de bar em bar...
E aquela mamãe que tem um filho na faculdade de direito, trabalha de estagiário em um grande escritório de advocacia mas que fuma dois maços de cigarro por dia. Ela não pode encontrar ninguém à rua sem deixar de comentar sobre o filho da sua vizinha, que anda consumindo cocaína, bebendo e chegando em casa todos os dias depois do sol nascer.
Ah, falando em mamãe, não posso deixar de mencionar a mamãe que tem este filhinho em casa, que usa cocaína, bebe, fuma, se já não tem, terá AIDS logo, e que, mesmo diante disso, não deixa de criticar o marido da irmã, que deixa a pobrezinha em casa e sai pra gandaia, tem amantes, leva uma vida boêmia, desregrada, etc e tal.
Droga! Será que ninguém está vendo o que estão fazendo? Criticam os outros para que, assim sendo, diminuam seu sofrimento, ou pior, diminuam o tamanho dos erros que cometem ou os problemas de suas famílias.
O mesmo acontece em relação aos clássicos políticos de buteco.

Não é difícil encontrar um camarada sentado num destes bares de esquina, lendo o jornal e divagando: - Estes políticos são uma corja de corruptos, ladrões, safados!!!
Queria eu poder dar a este nobre amigo a possibilidade dele estar sentado em uma cadeira, igualzinha àquela do político que ele critica, e com uma caneta às mãos, para ver se ele próprio não passaria a ser o corrupto, ladrão e safado!
Ah, e o terrorismo? O que um grupo de pessoas revoltadas fazem estourando bombas, mandando aviões cotra edifícios, detonando metrôs, etc, é diferente do que o grande presidente americano – George W. Bush, faz?

Invadir um país, destruir famílias, devastar cidades, enfim, acabar com toda uma nação. Isso não é terrorismo?
Não dizemos sempre que a violência só leva à violência?
Continuemos sendo hipócritas, criticando o cara que vai ao bar da esquina tomar umas e outras, enquanto nós ficamos em casa nos embriagando em frente à TV, entupindo-nos de informações estúpidas, assistindo Big Brother, Casa dos Artistas, Hebe, Faustão, Gugu, Pânico, etc.
São por estas e outras que o MUNDO não vai pra frente!!!

[]s

Bruno César de Faria

sexta-feira, outubro 28, 2005

Estudantes ou baderneiros?

Estive essa semana no centro de Floripa, coisa que não tenho feito com muita freqüência.
Muito temos ouvido falar sobre o movimento Passe Livre, que um grupo de estudantes vêm fomentando na capital dos catarinenses.
Uma coisa eu gostaria de saber.
Por que estes "estudantes", utilizo aqui as aspas porque acredito que muitos dos envolvidos no tal movimento estão longe de serem estudantes, estão sendo tão bagunceiros para fazer sua reivindicação?
O logotipo utilizado para ilustrar a campanha já é uma forma de incentivar a bagunça, onde um boneco está dando um chte numa catraca de ônibus.
Não estou me colocando aqui contra o movimento, até acho que ele tem alguma razão.
Mas a forma com que estes "estudantes" estão fazendo suas manifestações está cada mais violenta e desorganizada.
Existem diversas formas de se manifestar, agora quebrar, destruir e incitar a violência, acredito que é a mais equivocada das opções.

** Em tempo, não seria grande parte destes estudantes militantes de partidos políticos contrário ao governo do prefeito Dário?
Só estou perguntando, não estou afirmando nada hein!
Era isso.

[]s e bom final de semana.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Semana cinco estrelas para o futebol penta campeão mundial.

Esta semana "das crianças", haja vista o feriado de quarta-feira, que uns dizem ser para comemorar o dia de Nossa Senhora Aparecida e outros para comemorar o Dia das Crianças, acho que todos devem ter se sentido um pouco criança. As crianças são puras, indefesas, inocentes. Assim deveria ser toda a humanidade, não só as crianças.
Esse papo de referendo sobre a comercialização de armas e munições no Brasil está passando dos limites. Fiquei sabendo que o governo federal está gastando algo próximo (ou além) dos 250 milhões de reais para a realização do famigerado referendo.
Queria fazer uma pergunta: - E o Fome Zero?
Com 250 milhões de reais acredito que dá pra matar a fome de um bocado de gente por este país. Isso que o careca, Marcos Valério, avisou que seria gasto esse dinheiro. Não to entendendo por que ninguém questiona quem são as empresas de publicidade que estão fazendo as propagandas, tanto dos defesores do "Não" quanto do "Sim".
Não quero entrar no mérito da questão, mas será que não existe nada mais importante do que este assunto? A discussão ganhou proporções assustadoras. Tão assustadoras que ninguém mais lembra da crise política, das caçassões, das CPIs, CPMIs, etc.
Flashback: esquecer algo diante de um fato novo não seria coisa de criança?
É de se pensar!

E o futebol?
Este vai de mal a pior.
Depois que caiu a máscara do juiz, e finalmente descobriram que ele era corrupto, ladrão, safado e etc, nada mais será como antes.
Esta semana aconteceu a reedição das partidas anuladas pelo STJD - leia-se Luiz Zveiter. Tudo mudou. O Vasco que havia vencido o Figueirense, empatou em 3 X 3. O Cruzeiro que havia vencido o Botafogo, empatou em 2 X 2. O Juventude que venceu o Fluminense por 2 X 0, desta vez foi derrotado por 4 X 3. E o Santos, que havia vencido o Corinthians por 4 X 2, foi derrotado por 3 X 2 na noite de quinta-feira em jogo que não chegou a acabar devido às invasões de campo ocorridas na Vila Belmiro.
Perceberam como nenhum resultado repetetiu-se?
Isso é obvio. Os times são outros, os treinadores são outros, o momento é outro, o número de torcedores no estádio também foi outro, o jogo era outro! Sendo assim seria muito difícil que o resultado voltasse a se repetir!
A polêmica está longe de um fim e, na minha opinião, ainda teremos muitos capítulos desta terrível novela do futebol brasileiro. E nós, torcedores, iremos assistir a tudo calados. Isso não lembra novamente as crianças? Elas até podem ter o direito de interferir, mas falta-lhes o poder, afinal de contas são muito pequenas para isso.
Cada um que tire suas próprias conclusões.

Ao menos uma coisa boa aconteceu no futebol esta semana: a despedida da Seleção das Eliminatórias para a Copa 2006.
Que jogo bonito aquele de Belém. A torcida empolgou nas arquibancadas e os jogadores retribuíram com um excelente futebol dentro de campo.
Mostraram como é que deve ser um jogo de futebol. Alegre, feliz, descontraído, enfim, jogado.
Mais do que nunca vamos à Copa como favoritos ao título, basta agora que possamos confirmar este favoritismo e levantarmos novamente o caneco.
É a chance de mostrarmos ao mundo que, apesar das lambanças que fizemos fora de campo, dentro dele ainda somos os melhores.
Bola pra frente Brasil!

Até a próxima.

Bruno César
Sexta-feira, 14/10/2005 - 8:53

domingo, outubro 02, 2005

Dois resultados negativos em um só final de semana para o Figueirense.
O saldo disso?
A lanterna da Série A do Brasileirão.
Com a decisão sobre a Máfia do Apito por parte do S.T.J.D (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), anunciada neste domingo, o Figueirense, conciliando a derrota diante do Paysandu na tarde de sábado, amarga novamente a lanterna da Série A.
Todos os jogos apitados pelo árbitro Edilson Pereira de Carvalho, onze no total, foram anulados. Conseqüentemente os gols, cartões e tudo que aconteceu nestas partidas também foi perdido.
Perda maior, na minha opinião, teve o Figueirense.
"Garfado" escandalosamente nos dois jogos apitados pelo referido árbitro, a equipe catarinense, que havia conseguido uma excelente vitória diante do Juventude jogando em Caxias do Sul, terá que disputar novamente esta partida, assim como o jogo diante do Vasco da Gama.
Cabe aqui uma reflexão.
Existem gravações telefônicas em que o Sr. Edilson, em conversa com um dos articuladores do esquema de manipulação de resultados, afirma que não teve como fazer com que o Juventude vencesse o Figueirense, isto graças a uma excelente atuação do atacante Edmundo, este que marcou 3 gols naquela partida.
Pensem comigo. Se o próprio safado afirma que não conseguiu manipular o resultado em favor do Juventude, por que esta partida deve ser anulada? Quer dizer que se o árbitro não tivesse dado uma mãozinha, marcando inclusive uma penalidade máxima não existente, o Juventude teria melhor sorte naquele embate?
Acho que o Figueirense, que já está em situação complicadíssima na competição, acaba de ver suas chances de escapar do descenso sumirem no fim do túnel.
Este é o meu lado pessimista a respeito da decisão do S.T.J.D, já o meu lado otimista diz que esta é a chance do Figueirense mostrar que é superior ao Juventude e também ao Vasco. Neste caso o time catarinense somaria 3 pontos a mais do que tinha antes deste balaio de gato vir a tona.
A decisão está tomada, cabe agora ao Figueirense, assim como os outros clubes, antenarem-se para conseguir as vitórias necessárias para colocarem-se melhor na tabela de classificação.
Ah, se por um lado o Figueirense foi prejudicado, a imensa torcida de um outro alvinegro, o Corinthians, está radiante. O time é novamente o líder isolado do Campeonato e caso venha a vencer os dois jogos que foram anulados, estes que a equipe paulista perdeu, o Timão dispara na liderança do Brasileirão.
Mais do que nunca é preciso torcer para Inter e Fluminense, caso contrário será mais um ano de soberania Paulista no Campeonato Brasileiro.

Vamos ao jogo entre Figueirense e Paysandu, partida que aconteceu na tarde de ontem em Belém.

Mais uma trajédia para o Figueirense.
O time está confirmando seu favoritismo ao descenso.
Perdeu para o lanterna da competição. E não terá mais chance de recuperação. Lembro que no primeiro turno o Paysandu saiu de Florianópolis levando um ponto na bagagem. Graças a um gol marcado já nos acréscimos, depois do Figueirense ter conseguido virar um jogo que estava praticamente definido.

Ontem os erros do treinador Adilson Batista foram decisivos para o resultado.
A escalação já começou errada. Jogar contra o lanterna da competição com 3 zagueiros e 3 volantes? Não tem como dar certo.
Além disso as mudanças no decorrer do jogo pioraram ainda mais a situação.
Uma pergunta eu gostaria de fazer ao treinador Adilson: Qual é a posição, ou quem sabe a função, do jogador Carlos Alberto na equipe do Figueirense?
Ontem ele corria pra tudo que é lado, sem produzir nada. Quando teve uma chance clara de gol, literalmente isolou a bola.
É o legítimo peladeiro!
E o Adilson ainda tirou o Edmundo para colocar o Sérgio Manoel.
Olha, se eles querem manter o Sérgio Manoel empregado, não seria o caso de colocá-lo para treinar o time B ou quem sabe uma das categorias de base do alvinegro?
O que ele fez ontem em campo? Alguém viu ele tocar na bola?
Desde o seu retorno a Florianópolis que ele não produz absolutamente nada.
E o Edmundo, que mesmo não sendo o Edmundo de outrora, vinha dando uma certa qualidade a equipe, acabou sacado.
Saiu indignado, novamente.
Ah, e quando o time estava esboçando uma reação o goleiro resolveu engolir um piruzasso daqueles. Continuo com a minha opinião de que é preferível ter um goleiro que tome as bolas ditas difíceis e defenda as fáceis. No jogo de ontem foram 3 chutes ao gol. 3 gols para o Paysandu. De qualquer forma ele não foi o culpando, ao menos ao meu modo de ver, da derrota.

Uma coisa é certa. O atacante Alessandro tem vaga garantida no time titular do Figueira.

Quarta-feira tem mais um jogo decisivo. Aliás, todas as partidas dentro de casa agora são decisivas.
Um empate diante do Botafogo pode significar o estopim para uma crise generalisada. Não terá "psicola" que dê jeito no baixo astral, afinal de contas o primeiro passo para a série B já está dado, basta agora levar a outra perna a frente.

Acorda Figueirense, nada está perdido, ainda!
Ainda!

Ah, mais duas perguntinhas pra finalizar:
O meu xará, o lateral Bruno, é tão ruim que o Marquinhos Paraná improvisado na lateral direita rende mais que ele?
E essa foi uma das contratações do Figueirense para ajudar a manter o time na elite do futebol brasileiro?

Valeu.

[]s

Bruno César
02/10/2005 - 22:55

sábado, outubro 01, 2005

Sábado desastroso!
Nada mais do que isso pode-se falar do que aconteceu com o Futebol Catarinense neste sábado, 1º de outubro.
O Leão da Ilha jogando na Ressacada precisava desesperadamente de uma vitória para ver suas chances de classicação à próxima fase da série B acesas.
O resultado de 1 a 0 em favor do time visitante - Santo André - deixou claro a fragilidade da equipe azurra.
As ausências da equipe foram sentidas e os substitutos não conseguiram desempenhar um bom futebol.
As chances de classsificação ainda existem?
Matematicamente falando, diriam os grandes comentaristas esportivos, existem sim.
Mas na prática é muito difícil que o Avaí venha a alcaçar as vitórias necessárias para a classificação. Mais que isso, será difícil a combinação de resultados para que o Leão chegue ao quadrangular final da competição nacional da segunda divisão.
Mais um ano se passa. Mais uma vez o sonho fica para o futuro. Lá se vão nada mais nada menos que 7 anos sem um título sequer. A administração do Dr. João Nilson Zunino não conseguiu vencer nada. Não deu uma alegria sequer ao torcedor azurra.
Mudanças?
Tudo indica que sim.
Os protestos ao final da partida de hoje na ressacada deixam claro que é hora de repensar o que tem sido feito. Oportunidade para uma nova diretoria é uma opção de mudança, e principalmente de esperança de melhores dias.
Pra finalizar as colocações sobre o Avaí gostaria de comentar sobre algumas opiniões que ouvi ao final da partida de hoje.
Alguns torcedores do Avaí declaram que "pelo menos o Avaí conseguiu manter-se na série B". Com todo respeito que merecem estes torcedores. Mas este não deve, ao menos na minha opinião, ser o pensamento dos torcedores do Leão. O Avaí precisa sempre almejar posições acima daquelas que está. Ano passado o Avaí foi até o quadrangular final da Série B, não conseguiu o acesso à série A por detalhe. O mínimo que deveria fazer este ano era chegar novamente as finais. Quem sabe com mais força, alcançando assim o tão sonhado acesso. Usar os exemplos de times como o Vitória e Bahia, que caíram para a série C. De Grêmio, Guarani, Portuguesa, etc, que também estão na série B, não serve. Se os outros estão errando, problema deles. Nós (refiro-me aos clubes do nosso estado - SC) devemos utilizar como parâmetro aqueles clubes que estão bem organizados, fazendo boas campanhas, contratando de forma correta e consciênte, investindo nas categorias de base, enfim, fazendo tudo aquilo que deve ser feito para que cada vez mais as equipes tenham vitórias e, conseqüentemente, títulos.

Eita que falei deste Avaí!

Vou até deixar pra falar do Figueira no próximo post.

[]s

Bruno César
01/10/2005 - 20:53